Voo LAC Colombia 028
![]() A aeronave envolvida no acidente, fotografada em 1995 | |
| Sumário | |
|---|---|
| Data | 4 de fevereiro de 1996 (30 anos) |
| Causa | Perda de controle e estol devido a erro humano |
| Local | |
| Origem | |
| Destino | |
| Passageiros | 1 |
| Tripulantes | 3 |
| Mortos | 22 (18 mortes em terra) |
| Feridos | 2 (ambos em terra) |
| Sobreviventes | 0 |
| Aeronave | |
| Modelo | |
| Operador | LAC Colombia |
| Prefixo | HK-3979 |
O Voo LAC Colombia 028 era um voo de carga que decolou do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Luque, no Paraguai, com destino ao Aeroporto Internacional de Viracopos-Campinas, no Brasil.[1] O acidente, que veio logo após a decolagem é considerado o mais fatal da história da aviação paraguaia.[2] O acidente foi causado por um erro humano, tendo o piloto passado os comandos da aeronave ao copiloto logo após a decolagem, desligando dois dos motores intencionalmente, para dificultar a operação pelo copiloto.
Em 4 de fevereiro de 1996, as 14h12min (no horário local), a aeronave, um Douglas DC-8, operado pela companhia colombiana Lineas Aereas del Caribe (LAC Colombia), estolou e caiu sobre casas no distrito de Mariano Roque Alonso, a 10 km ao norte de Assunção, poucos minutos após a decolagem. O acidente matou 22 pessoas: os quatro tripulantes e 18 pessoas em terra, maioria delas sendo crianças estavam em um campo de futebol. Houveram feridos e casas danificadas na área do acidente.[2]
Acidente
Na época do acidente, o tempo era considerado bom, com grande visibilidade. A aeronave, apesar de 29 anos de operação, se encontrava em excelentes condições técnicas, carregando quantidades adequadas de combustível. A aeronave decolou por volta das 14h do Aeroporto Silvio Pettirossi, tendo como destino, o Aeroporto de Viracopos, em Campinas.[3]
Poucos minutos após a decolagem, o piloto passou os comandos da aeronave para seu copiloto, que tinha pouca experiência na aeronave, e começou a testar os motores. Um dos motores da asa esquerda foi desligado, provocando uma inclinação na aeronave. Outro motor foi desligado logo após, na altitude de 152 m (500 ft). O copiloto foi ouvido pedindo para que o restante da tripulação parasse de fazer tais "brincadeiras", com ele retomando o controle da aeronave e tentando subir com ambos os motores desligados.[3]
Subsequentemente, dois estouros foram ouvidos, indicando que a aeronave foi forçada a uma subida, não provendo ar aos outros motores, não conseguindo gerar potência de subida. Quando se tentou acionar novamente os motores desligados, a tripulação não conseguiu reagir a tempo, dado que a aeronave não havia ganhado altitude o suficiente.[3]
A aeronave caiu sobre um campo de futebol, a 2 km da cabeceira da pista, no distrito de Mariano Roque Alonso, alguns minutos após a decolagem. Os três tripulantes e passageiro, todos colombianos, morreram instantaneamente após o acidente, com mais 18 vítimas morrendo em terra, dentre estas, 13 crianças que jogavam futebol no local. O acidente manchou a imagem da companhia, bem como suas finanças, vindo a fechar as portas ainda no ano de 1996.[2]
Investigação
A investigação foi conduzida pelas autoridades aeronáuticas da Colômbia, Estados Unidos e Paraguai. Após os investigadores analisarem os gravadores de dados e voz da aeronave, nas quais gravaram as conversas da tripulação e os movimentos da aeronave durante seus últimos minutos, se concluiu que um erro humano levou ao acidente.
O erro principal ocorreu quando o piloto, de modo improprio, passou os comandos da aeronave para seu copiloto, um procedimento proibido, na qual fazia a operação da aeronave difícil para o copiloto. Tanto o piloto quanto o engenheiro de voo expressaram confiança excessiva nas condições do ambiente ao seu redor.[4]
O relatório final, que saiu em 1997, concluiu que:
- Havia pouca experiência do piloto em comando em sua função;
- Falta de doutrina de segurança de voo durante todo pré-voo;
- Provável execução de um treinamento de decolagem não autorizado, em condições incontroláveis e por uma pessoa sem qualificações como instrutor;
- Provável falta de conhecimento das características da aeronave vazia por parte da tripulação.
Na seção de "causas prováveis", o seguinte foi declarado:
A colisão violenta com o solo, seguida de um incêndio, foi provocada pela perda de controle da aeronave. A perda de controle originou de procedimentos executados incorretamente pela tripulação durante fase crítica da decolagem, na qual resultou de uma configuração extremamente adversa da aeronave durante esta fase do voo. Esta configuração não pode ser neutralizada, levando a perda de controle, uma significante perda de velocidade e subsequente perda de sustentação.[1]
Referências
- 1 2 Garcia, Nelson Ernesto. «Informe Final Ala 028 S/Accidente» (PDF). asn.flightsafety.org (em espanhol). Comissão de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronauticos. Consultado em 14 de março de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 28 de janeiro de 2026
- 1 2 3 Ranter, Harro. «Loss of control Accident Douglas DC-8-55F HK-3979X, Sunday 4 February 1996». aviation-safety.net. Consultado em 14 de março de 2026
- 1 2 3 Morel, Lucas (30 de novembro de 2016). «El día que un avión cayó en Paraguay y apagó la vida de 22 personas». Paraguay.com (em espanhol). Consultado em 14 de março de 2026. Arquivado do original em 24 de junho de 2024
- ↑ EFE (5 de fevereiro de 1996). «21 personas perecen al caer un avión de carga en un barrio de Asunción». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 14 de março de 2026

