Wellington Roberto

Wellington Roberto
Deputado Federal pela Paraíba
Período1º de fevereiro de 2003 até a atualidade
Legislatura57ª legislatura (2023 — 2027)
Senador pela Paraíba
Período13 de abril de 1998
a 1 de fevereiro de 2003
Antecessor(a)Humberto Lucena
Sucessor(a)José Maranhão
Dados pessoais
Nascimento19 de maio de 1959 (66 anos)
São José de Piranhas, PB
PartidoPMDB (1980-2001)
PSDB (2001)
PTB (2001-2005)
PL (2005-2006)
PL (2006-2026)
PSD (2026-presente)
ProfissãoPolitico e Empresario

José Wellington Roberto (São José de Piranhas, 19 de maio de 1959) é um empresário e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD).[1] Ocupou o cargo de Senador entre 1998 a 2003, posteriormente sendo eleito Deputado federal pelo Estado da Paraíba nas eleições de 2002, cargo que ocupa até a atualidade.

Biografia

Filho de Epitácio Roberto Dantas e Maria Roberto Sobrinho, ingressou na Universidade Federal da Paraíba em Campina Grande aos vinte anos sem, contudo, concluir o curso de Engenharia Civil. Empresário do ramo sucroalcoleiro e de corretagem de veículos, filiou-se ao PMDB e foi eleito suplente do senador Humberto Lucena em 1994 sendo efetivado após a morte do titular em abril de 1998. Eleito deputado federal em 2002 (pelo PTB) e em 2006 (pelo antigo PL). Atualmente está filiado ao Partido Liberal (PL).

Em 17 de abril de 2016, Wellington Roberto votou contra a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[2]

Em 14 de junho de 2016, apoiou o Deputado Eduardo Cunha votando contra a sua cassação no comitê de ética da Câmara dos Deputados.[3]

Desempenho eleitoral
Ano Partido Votos % Diferença em relação
ao ano anterior
Resultado
2002[4] PTB 76.526 4,44 Estável Eleito
2006[5] PL 125.407 6,48 Aumento 48.881 Eleito
2010[6] PR 113.167 5,8 Baixa 12.240 Eleito
2014[7] PR 104.799 5,41 Baixa 8.368 Eleito
2018[8] PR 107.465 5,4 Aumento 2.666 Eleito
2022[9] PL 109.067 4,92 Aumento 1.602 Eleito

Wellington Roberto foi acusado pelo empresário Darci Vedoin de envolvimento no que foi chamado de Escândalo dos sanguessugas.[10] Segundo Vedoin, Wellington Roberto teria recebido 10% de comissão de cada emenda de sua autoria que resultasse em licitação ganha em prefeituras ou entidades não governamentais. Ainda pesa contra o político, transcrição de ligação telefônica com o então assessor do Ministério da Saúde Jairo Lanogni de Carvalho.[10]

O esquema foi conhecido pela mídia como Operação Sanguessuga, nome da ação deflagrada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul.[11] O esquema consistia em desviar dinheiro público destinado a compra de ambulâncias e equipamento hospitalar, somando quantia milionária. As fraudes em licitações ocorreram em todos os estados brasileiros, à exceção do Amazonas.[11]

Por ter foro privilegiado, a ação contra Wellington Roberto corre em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal.[12]

Tropa do Cunha

Wellington Roberto é conhecido por fazer parte da chamada "Tropa de Choque de Cunha", grupo composto por 9 (nove) Deputados Federais que teve como objetivo obstar no Conselho de Ética todas as tentativas de investigação e punição do Presidente da Câmara Eduardo Cunha, o qual tem contas em seu nome na Suíça. Trabalhou ativamente na campanha do colega de partido à presidência da Câmara. No Conselho de Ética, é um dos deputados mais atuantes na defesa de Cunha. O deputado costuma apresentar reiterados questionamentos nas sessões do Conselho de Ética, como uma manobra para adiar ao máximo o andamento do processo.[13] Votou contra a admissibilidade do processo que pede a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, juntamente com outros 8 deputados. Teve seu voto vencido, pois outros 11 deputados votaram pela abertura do processo.[14]

Ver também

Referências

  1. ↑ «Wellington Roberto confirma novo partido para disputar a reeleição». 2 de abril de 2026. Consultado em 3 de abril de 2026
  2. ↑ «Deputados autorizam impeachment de Dilma, saiba quem votou a favor e contra». EBC. 17 de abril de 2016. Consultado em 5 de maio de 2016
  3. ↑ «Por 11 a 9, Conselho de Ética aprova parecer pela cassação de Cunha». Política. 14 de junho de 2016. Consultado em 14 de junho de 2016
  4. ↑ Tribunal Superior Eleitoral. «Resultado da Eleição 2002». www.tse.jus.br. Consultado em 24 de outubro de 2019
  5. ↑ Tribunal Superior Eleitoral. «Resultado da Eleição 2006». www.tse.jus.br. Consultado em 24 de outubro de 2019
  6. ↑ Tribunal Superior Eleitoral. «Resultado da eleição 2010». www.tse.jus.br. Consultado em 24 de outubro de 2019
  7. ↑ Tribunal Superior Eleitoral. «Resultado da eleição 2014». www.tse.jus.br. Consultado em 24 de outubro de 2019
  8. ↑ Tribunal Superior Eleitoral. «Resultado da eleição 2018». www.tse.jus.br. Consultado em 24 de outubro de 2019
  9. ↑ «Veja os 12 deputados federais eleitos pela Paraíba para a Câmara em 2022». G1. Consultado em 26 de dezembro de 2022
  10. 1 2 Conheça a acusação contra Wellington Roberto e sua defesa
  11. 1 2 Sanguessugas: Conselho de Ética ouve hoje Edir Oliveira
  12. ↑ «Veja». Consultado em 8 de maio de 2013. Arquivado do original em 17 de março de 2013
  13. ↑ «'Tropa de choque' de Cunha reúne deputados de cinco partidos». Política. Consultado em 16 de dezembro de 2015
  14. ↑ , Conselho de Ética aceita parecer pela abertura de processo contra Cunha, 15 de dezembro de 2015

Ligações externas

Precedido por
Humberto Lucena
Senador da Paraíba
1998 — 2003
Sucedido por
José Maranhão