William Cohen

William Cohen
20º Secretário de Defesa dos Estados Unidos
Período24 de janeiro de 1997
a 20 de janeiro de 2001
PresidenteBill Clinton
Antecessor(a)William Perry
Sucessor(a)Donald Rumsfeld
Senador pelo Maine
Período3 de janeiro de 1979
a 3 de janeiro de 1993
Antecessor(a)William Hathaway
Sucessor(a)Susan Collins
Membro da Câmara dos Representantes pelo 2º Distrito do Maine
Período3 de janeiro de 1973
a 3 de janeiro de 1979
Antecessor(a)William Hathaway
Sucessor(a)Olympia Snowe
Dados pessoais
Nome completoWilliam Sebastian Cohen
Nascimento28 de agosto de 1940 (85 anos)
Bangor, Maine,
 Estados Unidos
ProgenitoresMãe: Clara Hartley
Pai: Reuben Cohen
Alma materFaculdade Bowdoin
Universidade de Boston
Esposa(s)Diana Dunn (div. em 1987)
Janet Langhart (c. 1996)
PartidoRepublicano
ReligiãoUnitário-Universalismo
ProfissãoAdvogado
Bill Clinton e Cohen em 1997.
William Cohen recebendo o primeiro-ministro australiano John Howard no Pentágono.

William Sebastian Cohen (Bangor, 28 de agosto de 1940) é um advogado, escritor e político norte-americano do estado do Maine. Membro do Partido Republicano, ele serviu na Câmara dos Representantes de 1973 a 1979, como senador entre 1979 e 1993, e como 20º Secretário de Defesa dos Estados Unidos de 1997 até 2001 durante a presidência de Bill Clinton.[1]

Descrito como "um republicano moderado do Maine, algo como um centrista independente" por David Halberstam, durante sua carreira no Congresso serviu nos comitês militares e de inteligência, majoritariamente. Cohen teve uma boa relação com o presidente Clinton e seu conselheiro de segurança nacional, Sandy Berger, e com o Estado-Maior das Forças Armadas;[2] contudo, ele constantemente batia de frente com a Secretária de Estado Madeleine Albright, que ele afirmava ver como "uma estrela, muito franca em questões políticas e muito ansiosa para usar de força militar".[2]

No seu período como Secretário de Defesa, ele teve que trabalhar com o governo federal para balancear o orçamento, ao mesmo tempo que queria manter a prontidão das forças armadas e modernizar os equipamentos. Apenas em 1998, 61 700 militares foram dispensados do serviço ativo e compras de novos caças F-22 e F/A-18E/F foram canceladas, além de uma nova rodada de fechamento de bases nos Estados Unidos e pelo mundo, entre 1999 e 2001. Esses cortes foram justificados como parte de adequar as forças armadas para o novo mundo pós-guerra fria entrando no século XXI. Ele também teve que lidar com questões como o papel de mulheres em combate, a política do "Don't ask, don't tell", racismo e assédio sexual nas forças armadas.[3]

Após deixar a Secretaria de Defesa, Cohen se aposentou da política e fundou uma empresa de lobby. Ele continuou dando palestras e consultorias, dando também apoio a sua esposa, Janet Langhart, que começou uma carreira bem sucedida como autora. Apesar de ser um republicano ativo, ele endossou para presidente os democratas Hillary Clinton em 2016[4] e Joe Biden em 2020.[5]

Referências

  1. ↑ «William S. Cohen - William J. Clinton Administration». Office of the Secretary of Defense - Historical Office. Consultado em 22 de dezembro de 2020
  2. 1 2 Charles A. Stevenson, SECDEF: The Nearly Impossible Job of Secretary of Defense, pp. 105–114, Potomac Books, 2006
  3. ↑ «William S. Cohen: Defense Secretary». The Washington Post. Consultado em 29 de março de 2018
  4. ↑ «Republican ex-defense secretary Cohen backs Hillary Clinton»
  5. ↑ Russell, Eric (26 de agosto de 2020). «Former Republican senator from Maine, Bill Cohen, endorses Biden». Portland Press Herald. Consultado em 26 de agosto de 2020

Ligações externas