Aldo Rebelo

Aldo Rebelo
Aldo Rebelo em 2016 enquanto Ministro da Defesa
Secretário Municipal de Relações Internacionais de São Paulo
Período19 de fevereiro de 2024 até
17 de julho de 2024
PrefeitoRicardo Nunes
Antecessor(a)Marta Suplicy
Sucessor(a)Ricardo Gomyde
Secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo
Período22 de agosto de 2018 até
1.º de janeiro de 2019
GovernadorMárcio França
Antecessor(a)Maurício Pinto Pereira Juvenal (interino)
Sucessor(a)Gilberto Kassab
Ministro da Defesa do Brasil
Período2 de outubro de 2015 até
12 de maio de 2016
PresidenteDilma Rousseff
Antecessor(a)Jaques Wagner
Sucessor(a)Raul Jungmann
Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil
Período1.º de janeiro de 2015 até
2 de outubro de 2015
PresidenteDilma Rousseff
Antecessor(a)Clelio Campolina Diniz
Sucessor(a)Celso Pansera
Ministro do Esporte do Brasil
Período27 de outubro de 2011 até
1.º de janeiro de 2015
PresidenteDilma Rousseff
Antecessor(a)Orlando Silva
Sucessor(a)George Hilton
Ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais do Brasil
Período23 de janeiro de 2004 até
20 de julho de 2005
PresidenteLuiz Inácio Lula da Silva
Sucessor(a)Jaques Wagner
105.º Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
Período28 de setembro de 2005 até
1.º de fevereiro de 2007
Antecessor(a)Severino Cavalcanti
(interino José Thomaz Nonô)
Sucessor(a)Arlindo Chinaglia
Deputado Federal por São Paulo
Período1.º de fevereiro de 1991 até
1.º de fevereiro de 2015
Dados pessoais
Nome completoJosé Aldo Rebelo Figueiredo
Nascimento23 de fevereiro de 1956 (70 anos)
Viçosa, Alagoas, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Prêmio(s)
PartidoPMDB (1980-1985)
PCdoB (1985-2017)
PSB (2017-2018)
Solidariedade (2018-2019)
PDT (2022-2024)
MDB (2024-2025)
DC (2025-atualidade)
Profissãojornalista
escritor
político
Websitewww.aldorebelobrasil.com.br

José Aldo Rebelo Figueiredo GCRB • GOMM • GOMA (Viçosa, 23 de fevereiro de 1956) é um jornalista, escritor e político brasileiro, filiado ao Democracia Cristã (DC).

Foi deputado federal por São Paulo durante cinco mandatos pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sendo presidente da Câmara entre 2005 e 2007. Durante os governos Lula e Dilma Rousseff, foi ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e de Coordenação Política e Assuntos Institucionais.

É conhecido pelo seu nacionalismo, conservadorismo moral e por projetos às vezes polêmicos. É o autor do Novo Código Florestal Brasileiro e abertamente defensor de pautas desenvolvimentistas. Em 2021, publicou a obra O Quinto Movimento, servindo como seu manifesto e plano de desenvolvimento nacional, defendendo um quinto movimento nacionalista necessário na história do Brasil com a retomada do desenvolvimento, da industrialização, da soberania nacional e da redução das desigualdades.

Em janeiro de 2026, anunciou sua pré-candidatura na eleição presidencial do mesmo ano.[4]

Infância e formação

Aldo Rebelo nasceu em Viçosa, em 23 de feveiro de 1956, o mais velho de oito filhos de José Figueiredo Lima, um soldado da borracha e Maria Cila Rebelo Figueiredo, que era professora. Aldo Rebelo tem ascendência portuguesa e indígena. Aldo Rebelo tinha nove anos quando seu pai morreu por malária adquirida na Amazônia durante seu serviço como soldado da borracha na Segunda Guerra Mundial. O empresário e político Teotônio Vilela, dono da fazenda onde seu pai trabalhava como vaqueiro, ajudou financeiramente a sustentar sua família.[5][6]

Aldo Rebelo no congresso da União Nacional dos Estudantes em 1980, Piracicaba, pela defesa da democracia, do ensino público e da soberania nacional.

Após completar sua alfabetização em uma escola rural, estudou na Escola Estadual 13 De Outubro e, em seguida, na Escola Estadual Monsenhor Machado. Em 1968, entrou no Colégio Agrícola Floriano Peixoto, em Satuba, onde estudou por um ano. Lá, alega que havia uma grande influência de ideias da organização Ação Popular Católica que militava contra a a ditadura militar e possuía simpatias do movimento estudantil[7]. Em 1971, enquanto terminava o ginásio, sua prima Maria Ivone, militante do Partido Comunista Revolucionário, foi presa em Recife, o que despertou em Aldo Rebelo um interesse na militância comunista revolucionária contra a ditadura militar. Em 1975 entrou para o curso de Direito na Universidade Federal de Alagoas, onde esteve matriculado até 1978. Na universade foi se ligando a grupos de esquerda e se tornou monitor na disciplina de Ciências Sociais. Aldo Rebelo depois alegaria que a obra Gilberto Freyre lhe proporcionou a leitura mais marcante da sua formação com a obra Casa Grande & Senzala, na mesma proporção que os textos de Karl Marx e Friedrich Engels. Também trabalhou como jornalista e redator em Maceió, chegando a escrever para o jornal Movimento e para o Jornal de Alagoas. Participava também das atividades do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas e esteve presente no Congresso dos Jornalistas.

Se mudou para São Paulo quando era líder estudantil e integrou a direção do PCdoB em 1977.[6] Em 1979, quando a União Nacional dos Estudantes (UNE) foi reconstruída, Aldo foi eleito secretário-geral e da entidade, tornando-se seu presidente na gestão 1980-1981.

Trajetória política

Nas eleições de 1982, lançou-se candidato a deputado federal pelo PMDB paulista, já que o Partido Comunista do Brasil ainda estava na ilegalidade. Sua trajetória parlamentar iniciou-se na eleição municipal de 1988, quando foi eleito vereador constituinte na cidade de São Paulo pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e trabalhou na elaboração da Lei Orgânica do Município.

Elegeu-se deputado federal pela primeira vez, pelo PCdoB, para o período 1991 a 1995, quando participou da Revisão Constitucional de 1993. Foi reeleito para as legislaturas de 1995 a 1999; 1999 a 2003; 2003 a 2007; 2007 a 2011 e 2011 a 2015. No pleito de 1990 obteve 29 554 votos e em 1994, 45 240 votos.[8] Nas eleições de 1998 obteve 84 288 votos; em 2002, 134 241 votos; em 2006 conquistou 169 621 votos e em 2010 foram 132 109 votos.[9]

Votou favorável à abertura do processo de impeachment de Fernando Collor e contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). No governo FHC, foi contra a quebra dos monopólios estatais.[6]

Participou intensamente de debates na área de relações exteriores e defesa nacional, e foi membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, a qual presidiu em 2002.

Em 2003, como deputado federal, Rebelo foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial.[1]

Foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, vinculada à Presidência da República, de 23 de janeiro de 2004 a 20 de julho de 2005, e presidente da Câmara dos Deputados entre 28 de setembro de 2005 e 31 de janeiro de 2007, quando foi eleito com 258 votos contra 243 de seu oponente, o deputado José Thomaz Nonô, do então PFL (atual União Brasil). De 512 deputados votantes, seis votaram branco e dois anularam o voto.

Em 6 de junho de 2006, manifestantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), uma dissidência do Movimento dos sem Terra, invadiram a Câmara. Como presidente da Casa, Aldo deu voz de prisão a todos.

Nas eleições municipais de 2008, foi candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Marta Suplicy, que no primeiro turno obteve 2 088 329 de votos, ou 32,79% dos votos válidos contra 33,61% do primeiro colocado. No segundo turno foi derrotado pela coligação do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que teve 60,72% dos votos válidos.[10]

Ministro dos Esportes

Entre 27 de outubro de 2011 e 1º de janeiro de 2015 foi Ministro de Estado dos Esportes,[11] deixando o cargo para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da qual saiu em 2 de outubro de 2015 para assumir o Ministério da Defesa, no qual ficou até 12 de maio de 2016.

Aldo Rebelo não se candidatou a nenhum cargo nas eleições de 2014 e continuou à frente do Ministério dos Esportes, conduzindo a pasta durante a realização da Copa do Mundo de futebol, ocorrida no Brasil naquele ano.

Ministro da Defesa

Ministro Aldo em Outubro de 2015.

De 2 de outubro de 2015 a 12 de maio de 2016 foi ministro da Defesa,[12] sendo a nona pessoa a ocupar o cargo. O político já vinha sendo cotado para o posto em reformas ministeriais anteriores e era bem recebido por membros das Forças Armadas por ter defendido pautas de interesse da categoria,[13] como a oposição à alteração da Lei da Anistia que permitiria a punição a agentes que praticaram tortura no Regime Militar[14] e a defesa dos militares na Comissão da Verdade, [13]a qual considerava "um erro", tendo questionado "por que os militares de agora vão pedir desculpas hoje por quem fez coisas no passado?”[15]. Apesar disso, teve resistência de oficiais da reserva em razão de sua filiação ao Partido Comunista do Brasil. Em 2003, contou com o apoio e lobby do então deputado federal Jair Bolsonaro, que afirmara, à época: "Vim tentar um espacinho na agenda do Lula para desmentir essa história de que o Aldo tem restrições nas Forças Armadas. Pelo contrário, é uma pessoa que entende do assunto e tem grande respeito".[16]

Ao assumir o cargo, Rebelo afirmou haver uma crise de valores, como a autoridade, a disciplina e a hierarquia, afirmando que “não se constrói uma sociedade sem disciplina, hierarquia, solidariedade e espírito de camaradagem, comum nas instituições militares”.[17] Durante sua gestão, Aldo aumentou a participação de militares no Ministério da Defesa. Conforme estudo publicado na Revista Brasileira de Estudos de Defesa, em sua gestão, o aumento no número de cargos civis foi de 42,1%, enquanto a elevação dos cargos militares foi de 77,5%.[18] Na gestão de Aldo, a Secretaria-Geral do ministério, criada para fortalecer o comando civil da pasta, passou a ser comandada por militares.[18] Ele chegou a nomear para o posto o general Joaquim Silva e Luna, que em 2018 foi o primeiro militar nomeado para o Ministério da Defesa desde que o ministério fora criado, em 1999 - Aldo elogiou a nomeação.[19]

Mudança de partido

Desligou-se do PCdoB em 14 de agosto de 2017.[20] Filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 25 de setembro de 2017.[21] No dia 12 de abril de 2018 desfiliou-se do PSB por ser contrário a uma possível candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Rebelo filiou-se no mesmo dia ao Solidariedade (SD).[22] Em 16 de abril de 2018 foi lançado como pré-candidato a Presidente pelo SD.[23] Em 26 de julho de 2018 Rebelo retirou oficialmente sua candidatura depois do partido fechar apoio a Geraldo Alckmin junto com outros partidos do centrão, sendo descartado ainda o nome do próprio Rebelo como vice.[24] Em 18 de agosto de 2018, assumiu a chefia da Casa Civil do governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que assumiu o cargo com a renúncia de Alckmin.[25] Em dezembro de 2019, desfiliou-se do Solidariedade.[26] Em agosto de 2021, lançou-se novamente pré-candidato à presidência, sem estar filiado a nenhum partido.[27]

Nas eleições de 2022, Rebelo filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT)[28] e foi candidato a Senador por São Paulo, obtendo 230 833 votos (1,07%).[29]

No contexto da crise humanitária que atingia os ianomâmis, Aldo Rebelo disse que não se podia demonizar o garimpo, e que alguns grupos indígenas também dele se beneficiavam, citando a etnia dos Cintas-largas, que exploram diamantes na divisa entre Rondônia e Mato Grosso. Também defendeu a regularização da atividade como uma alternativa para enfrentar a crise de desnutrição a partir do pagamento de direitos às populações indígenas.[30]

Em entrevista à colunista Thaís Oyama, em fevereiro de 2023, Aldo disse entender que Arthur Lira, por vezes apontando como "primeiro-ministro" durante o governo Bolsonaro, manterá essa condição no novo governo Lula: "Isso porque o presidente Lula, com todo respeito, não tem votos na Câmara. Ele tem apenas os votos da coligação que o ajudou a se eleger — o resto ele vai ter de disputar".[31]

Em julho de 2023, Aldo Rebelo participou de uma audiência pública na CPI das ONGs, onde criticou a atuação de organizações ambientais que, segundo ele, atuam como um "Estado paralelo" na Amazônia.[32][33]

No aniversário de um ano dos ataques de 8 de janeiro em Brasília, Aldo contestou a classificação dos eventos como "golpe de Estado". Em entrevista, ele disse que a narrativa era uma "fantasia" petista promovida para manter a polarização política.[34]

Em janeiro de 2024, após seu partido anunciar apoio a Guilherme Boulos (PSOL) na campanha para a prefeitura de São Paulo, Aldo posou em uma foto com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), candidato que enfrentará Boulos na campanha.[35] Em entrevista para a Folha, Aldo afirmou: "Eu era ministro do Esporte e Boulos era o líder do ‘Não Vai ter Copa’ na cidade de São Paulo. Era um movimento que promovia quebra-quebra, sabotagem da Copa. Não tenho como apoiar uma pessoa dessas, não tenho condições."[36][37] Quando Marta Suplicy saiu da prefeitura para ser vice de Boulos, Ricardo Nunes a substituiu por Aldo na Secretaria de Relações Internacionais da prefeitura.[38] No cargo, Aldo defendeu seu antigo projeto de lei pela valorização da língua portuguesa e contra os estrangeirismos, que era "mais atual do que nunca".[39] Ele foi exonerado da secretaria em julho de 2024 para se dedicar à campanha de reeleição de Ricardo Nunes[40], sendo assim sucedido por Ricardo Gomyde na pasta.[41]

Em 22 de maio de 2024, lançou o livro “Amazônia, a maldição das Tordesilhas: 500 anos de cobiça internacional” (editora Arte Ensaio, 2024). O ex-presidente Jair Bolsonaro fez presença no lançamento e sessão de autógrafos.[42]

Eleições de 2026

No final de 2025, filiou-se a Democracia Cristã (DC) e anunciou sua pré-candidatura a Presidência do Brasil para as eleições de 2026. [43]

Ideias e posicionamento político

Embora tenha militado por 40 anos no PCdoB, Rebelo afirma que sua vinculação partidária sempre foi pautada pela defesa da soberania nacional e do desenvolvimento do Estado, e não necessariamente por uma ortodoxia marxista-leninista, o que poderia ser provado por mesmo durante sua militância no PCdoB ter se mantido um católico convicto e prestado homenagem a nomes da história brasileira como Dom Pedro I, Floriano Peixoto e Getúlio Vargas.[44]

Em sua obra O Quinto Movimento (2021), servindo como seu manifesto político, Aldo Rebelo sintetiza sua tese de que o Brasil precisa retomar um projeto nacional que coloque a soberania e a integração do território acima de polarizações ou cartilhas ideológicas importadas do exterior.[45]

Durante seus seis mandatos federais apresentou 225 proposições, sendo dois de seus projetos transformados em lei.[46]

Segurança Pública

Aldo Rebelo tem enfatizado a necessidade de uma política de segurança pública baseada na "retomada do território nacional pelo Estado", criticando o que classifica como leniência ou falta de coordenação federal no setor. Ele sustenta que a soberania brasileira está sob ameaça em duas frentes: nas áreas urbanas dominadas por facções criminosas e milícias, e em regiões remotas, como a Amazônia, onde aponta uma ausência do poder público que facilitaria a atuação de interesses externos e do crime transnacional. Aldo Rebelo tem defendido o que chama de "mão forte" e "repressão violenta e implacável" do Estado contra o crime, sustentando a necessidade de uma política de "tolerância zero" e repressão rigorosa contra o crime organizado, argumentando que o Estado não deve negociar espaços de poder com organizações paralelas. Crítico do que chama de "visão humanitária equivocada", ele propõe o fortalecimento das polícias e o uso intensivo de inteligência e força para desarticular as finanças e o controle territorial de facções, centralizando a liderança estratégica da segurança no Governo Federal, eliminando qualquer discordância entre de decisão entre os estados. Isso envolveria a criação de um comando nacional unificado para operações de alto impacto e a proteção das fronteiras como prioridade de segurança nacional.[47]

Restrição ao STF

Rebelo tem se posicionado de forma crítica à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo um ponto central de seu posicionamento político atual ao que denomina "hipertrofia do Judiciário". argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) extrapolou suas competências constitucionais, passando a atuar como um "poder legislador" que interfere na vontade popular expressa no Congresso Nacional. Ele sustenta que há um desequilíbrio entre os Poderes da República, defendendo medidas para limitar o que chama de "ativismo judicial". Para enfrentar o que chama de "crise institucional", ele propõe restrições monocráticas de ministros da Corte em temas que envolvam políticas públicas ou leis aprovadas pelo Legislativo, adoção de mandatos fixos para ministros do STF, em substituição à vitaliciedade atual, e uma revisão nos critérios de indicação para garantir maior equilíbrio técnico e menos dependência política. Segundo Rebelo, essas medidas seriam essenciais para restaurar a harmonia entre os poderes e evitar que o Judiciário paralise o desenvolvimento econômico e a segurança do país.[48]

Indústria

Aldo Rebelo é um crítico contumaz do que define como a "desindustrialização precoce" do Brasil. Em sua visão, o país abandonou o projeto de desenvolvimento fabril em favor de uma economia dependente de serviços e da volatilidade do mercado financeiro. Para reverter esse quadro, Rebelo defende o retorno do Estado como indutor do crescimento, utilizando bancos públicos, como o BNDES e o Banco do Brasil, para financiar a produção real com juros reduzidos, em oposição ao que chama de "ditadura do rentismo".[44]

O ex-ministro sustenta que o investimento em infraestrutura pesada é a forma mais eficaz de geração de empregos e demanda industrial. Suas propostas incluem a expansão de ferrovias e modernização de portos para reduzir o "Custo Brasil" e integrar as regiões produtoras, defesa da construção de hidrelétricas e do avanço da energia nuclear, que ele considera pilares da soberania energética nacional.[49]

Em sua passagem pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Defesa, Rebelo reforçou a necessidade de o Brasil dominar tecnologias de ponta em setores sensíveis. Ele defende o investimento em indústria de defesa como forma de gerar inovação tecnológica civil a partir de pesquisas militares, a exploração estratégica de minerais raros, como o nióbio, com foco no beneficiamento doméstico em vez da exportação do minério bruto, o fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro para fins medicinais, energéticos e de defesa (submarino nuclear).[50]

Agronegócio

Aldo Rebelo defende uma estratégia de desenvolvimento na qual o agronegócio atua como o principal motor para a reindustrialização do Brasil. Diferente de setores da esquerda tradicional que criticam a "reprimarização" da pauta exportadora, Rebelo sustenta que o setor agropecuário é a base para a recuperação da potência industrial brasileira.[44]

Uma das propostas centrais de sua plataforma é a verticalização da produção. Rebelo argumenta que o Brasil não deve limitar-se à exportação de grãos e commodities, mas utilizar a demanda do campo para impulsionar indústrias nacionais de base, como as de fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas pesadas. O objetivo é reduzir a dependência de importações e garantir a soberania alimentar e tecnológica do país. Rebelo posiciona o Brasil como um líder natural na segurança alimentar global. Em seus discursos e escritos, ele afirma que o país deve exercer esse poder como uma ferramenta de inserção geopolítica, removendo obstáculos internos que impeçam o Brasil de liderar a oferta mundial de alimentos.[51]

O ex-ministro é um crítico frequente do que define como "excessos regulatórios" de órgãos como o Ibama e a Funai. Segundo sua visão, o uso de causas ambientais e indigenistas por parte dessas instituições muitas vezes atua como um "bloqueio" ao desenvolvimento nacional, servindo a interesses de competidores estrangeiros. Ele defende o direito ao uso produtivo do solo e a simplificação do licenciamento para grandes obras de infraestrutura e expansão agrícola, sob a justificativa de que a prosperidade econômica é a única forma de garantir a proteção real das populações locais e do meio ambiente.[52][47]

Questão Amazônica e crítica a ONGs estrangeiras

No contexto de sua pré-candidatura à presidência em 2026, Aldo Rebelo consolidou uma das críticas mais contundentes do cenário político brasileiro à atuação de organizações não governamentais (ONGs) e entidades filantrópicas estrangeiras, especialmente na região da Amazônia Legal. Rebelo sustenta que a região vive sob uma "soberania compartilhada de fato", onde o Estado brasileiro teria cedido prerrogativas de governo a uma rede de entidades privadas financiadas por potências externas, argumentando que que a pauta ambiental, embora legítima em sua essência, tem sido instrumentalizada por interesses comerciais e geopolíticos internacionais para impedir que o Brasil utilize seu potencial produtivo. Ele aponta que o embargo a obras como a pavimentação da BR-319 e a construção da Ferrogrão atende a interesses de competidores do agronegócio brasileiro, que lucram com o custo logístico elevado da produção nacional, defendendo que o Brasil deve exercer seu direito soberano de explorar recursos minerais e energéticos, inclusive em áreas de fronteira, sob a justificativa de que a proibição dessas atividades condena as populações locais à pobreza e à dependência de auxílios governamentais. Rebelo frequentemente afirma que "não há proteção da natureza sem a proteção das pessoas", defendendo que os 28 milhões de habitantes da Amazônia não podem ser tratados como figurantes de um "santuário intocável", mas devem ter acesso a emprego, renda e serviços públicos integrados à economia nacional.[52]

Novo Código Florestal Brasileiro

Aldo Rebelo foi o principal articulista da proposta que alterou as regras de preservação em propriedades privadas Brasil, buscando alterar a tese do código anterior de 1965, que seria segundo Aldo Rebelo inaplicável à realidade rural brasileira e que servia para dificultar o desenvolvimento econômico.«Aldo Rebelo apresenta seu relatório sobre o Código Florestal». Agência Câmara de Notícias. 8 de junho de 2010. Consultado em 2 de maio de 2026 . Rebelo conduziu dezenas de audiências públicas em diversos estados, defendendo que a nova legislação deveria garantir segurança jurídica aos produtores rurais, especialmente aos pequenos agricultores. Entre os pontos centrais de seu relatório, destacaram-se a flexibilização das metragens de recuperação de matas ciliares e a permissão para que o cálculo da Reserva Legal incluísse as áreas de APP, o que foi visto por ambientalistas como um retrocesso na proteção dos biomas.«Aldo Rebelo defende seu relatório do Código Florestal». Exame. 4 de maio de 2011. Consultado em 2 de maio de 2026 . A Novo Código Florestal Brasileiro acabou sendo aprovado com vetos parciais da então presidente Dilma Rousseff.[53][54]

O texto final, aprovado em 2012 após intensos debates e vetos parciais da presidência, é considerado o marco mais importante da trajetória parlamentar de Rebelo, definindo até hoje a relação entre o agronegócio e a preservação ambiental no país. O projeto foi criticado por ambientalistas e organizações do meio ambiente, principalmente por organizações não governamentais como Greenpeace, WWF-Brasil e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acusaram o texto de favorecer o desmatamento e enfraquecer a soberania ambiental brasileira. Por outro lado, Rebelo angariou forte apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), consolidando sua imagem como um aliado estratégico do setor produtivo. Ele justificou suas escolhas como um exercício de "soberania nacional", argumentando que as pressões internacionais contra o projeto ocultavam interesses comerciais de países concorrentes do agronegócio brasileiro.[55][56][57]«Aldo Rebelo: "Não há solução que agrade a todos"». BBC News Brasil. 24 de maio de 2011. Consultado em 2 de maio de 2026 

Limitação de estrangeirismos

Um de seus projetos de lei mais famosos é o da limitação de estrangeirismos na língua portuguesa. Enquanto deputado chegou a processar Millôr Fernandes por suas declarações de que a proposição seria "uma idioletice".[58] Tal projeto era inspirado nos mecanismos legais que existem em Portugal em relação a limitação de estrangeirismos para a defesa do patrimônio linguístico. Aldo publicou artigo de opinião na Folha de S.Paulo defendendo o projeto: "Por que substituir liquidação ou "queima" das lojas populares pelo pedante "sale", para não falarmos de "delivery", "playoffs", "valet parking", "drive thru"'?[59]

O deputado também apresentou o projeto que instituía o Dia Nacional do Saci (PL 2 762/2003), na data de 31 de outubro visando substituir a importação cultural do Dia das Bruxas.[60]

Aldo sendo entrevistado em fevereiro de 2016.

Em abril de 2006, por meio do PL nº nº 4.679/2001, popularmente conhecido como o Pró-Mandioca, propunha tornar obrigatória a adição de 10% de raspa de mandioca na farinha de trigo destinada à fabricação do pão francês (ou pãozinho, pão de sal). A justificativa do projeto era melhorar a quantidade de nutrientes do pão e impulsionar a cadeia nacional de produção da mandioca, produto do qual o Brasil é o maior produtor mundial. O projeto enfrentou forte resistência do setor da farinha de trigo e também dos padeiros, que em protesto passaram a exibir cartazes com fotos de Aldo Rebelo expressando a insatisfação com o projeto de lei do deputado, justamente no período de campanha eleitoral.[carece de fontes?] Apesar dos obstáculos a proposta foi aprovada com algumas alterações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e enviada à sanção presidencial em 19 de setembro de 2008, mas foi vetada integralmente pelo presidente Lula. O veto presidencial foi mantido em votação realizada em sessão do Congresso Nacional (Câmara e Senado) em 6 de maio de 2009. Os apoiadores da proposição atribuíram o veto à pressão do setor triticultor.[carece de fontes?]

Vida pessoal

Além de sua trajetória pública, Aldo Rebelo é conhecido por sua forte ligação com as raízes culturais do Nordeste e por sua produção intelectual voltada à formação da identidade brasileira. Natural de Alagoas, Rebelo mantém uma relação de proximidade com a cultura equestre, sendo um entusiasta e defensor da Vaquejada. Ele encara a prática não apenas como esporte, mas como uma manifestação cultural e econômica fundamental para o semiárido brasileiro. Em diversas ocasiões, posicionou-se contra a proibição da atividade, argumentando que a vaquejada é indissociável da história da formação do interior do país e que deve ser preservada sob regulamentação que garanta o bem-estar animal.[61]

No âmbito esportivo, Aldo é um torcedor declarado e atuante do Palmeiras. Sua paixão pelo clube é frequentemente citada em entrevistas, e ele já foi conselheiro da instituição. Rebelo costuma traçar paralelos entre o futebol e a política, destacando o papel dos clubes na integração social e na construção da autoestima nacional.[62]

Como autor, Aldo Rebelo foca seus escritos na interpretação do Brasil e na defesa da soberania nacional. Suas obras buscam resgatar o pensamento de autores clássicos do desenvolvimento brasileiro. É casado desde 1984 com a jornalista Rita Rebelo.

Controvérsias

Embate com o Supremo Tribunal Federal

Em 23 de maio de 2025, Aldo Rebelo protagonizou um tenso embate com o ministro Alexandre de Moraes durante depoimento como testemunha de defesa no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Rebelo foi arrolado pela defesa do almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, acusado de colocar tropas à disposição de um plano rupturista.[63]

O conflito iniciou-se quando Rebelo, ao ser questionado sobre se o comandante da Marinha poderia mobilizar tropas unilateralmente, respondeu utilizando uma metáfora sobre a "força da expressão" na língua portuguesa, argumentando que declarações de prontidão não deveriam ser lidas de forma literal. O ministro Moraes interrompeu o depoimento, afirmando que Rebelo não estava na reunião mencionada e, portanto, "não teria condição de avaliar a língua portuguesa naquele momento", ordenando que a testemunha se detivesse aos fatos.[64]

Rebelo rebateu a interrupção declarando: "A minha apreciação da língua portuguesa é minha e eu não admito censura". Diante da resposta, Alexandre de Moraes advertiu que, caso Rebelo não respondesse de acordo a sua ordem, seria preso por desacato. Após a advertência, o ex-ministro respondeu tecnicamente à pergunta, afirmando que a estrutura das Forças Armadas impede a convocação unilateral de tropas sem consulta à cadeia de comando. O episódio foi amplamente repercutido na imprensa como um reflexo das críticas de Rebelo à condução dos inquéritos pelo STF e à sua defesa da autonomia das instituições militares, além da tensão entre a oposição ao STF e Alexandre de Moraes.[65]

Ainda em seu depoimento, Rebelo ironizou a tese de que a Marinha pudesse realizar uma ruptura institucional de forma isolada, afirmando que a força não teria capacidade operacional para tal ato "desde Tordesilhas", em referência ao período colonial em que o território brasileiro era restrito ao litoral. Ele classificou a estrutura da Marinha como "muito limitada" para o tipo de operação discutida nas investigações.[66] Anteriormente, em entrevistas, o ex-ministro já havia classificado as suspeitas de tentativa de golpe como uma "fantasia" e uma narrativa política utilizada para alimentar a polarização no país. Ao ser confrontado por Moraes sobre a possibilidade fática de um levante, Rebelo reiterou que a cúpula das Forças Armadas "comanda uma mesa" e que o comando real das tropas depende de uma complexa cadeia de subcomandos e operações navais, o que inviabilizaria decisões unilaterais de um comandante.

Relação com o grupo Nova Resistência

A partir de 2022, a proximidade de Aldo Rebelo com a organização política nacionalista Nova Resistência (NR) tornou-se objeto de controvérsia. O grupo, que se baseia na "Quarta Teoria Política" do filósofo russo Alexander Dugin, é descrito por um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos como uma organização "neofascista" que atua como agente de desinformação no Brasil.[67]

Rebelo participou de congressos presenciais e transmissões ao vivo da organização, onde elogiou o esforço do grupo em "ajudar a construir um pensamento nacionalista". Em 2021, o Banco Central do Brasil e o COAF listaram a Nova Resistência como uma "ameaça à segurança nacional" na categoria de grupos extremistas não violentos, citando o potencial de desestabilização democrática.[68]

Críticos e analistas políticos apontam que a obra de Rebelo, O Quinto Movimento (2021), possui convergências temáticas com as teses de Dugin, especialmente na oposição ao chamado "Globalismo" e na defesa de uma geopolítica multipolar liderada por potências regionais. Nas eleições de 2022, Rebelo foi um dos candidatos ao Senado apoiados formalmente pela organização. O político, por sua vez, defende sua participação nesses fóruns como parte do diálogo democrático e da articulação de uma frente nacionalista ampla, rejeitando as classificações de extremismo atribuídas ao grupo por agências estrangeiras.

Desempenho eleitoral

Ano Eleição Partido Candidato a Votos
% Resultado
1982 Estaduais em São Paulo PMDB Deputado Federal 30.591 Suplente
1988 Municipal de São Paulo PCdoB Vereador 20.023 0,39% Eleito
1990 Estaduais em São Paulo Deputado Federal 29.554 0,17% Eleito
1994 Estaduais em São Paulo 45.240 0,25% Eleito
1998 Estaduais em São Paulo 84.288 0,54% Eleito
2002 Estaduais em São Paulo 134.241 0,68% Eleito
2006 Estaduais em São Paulo 169.621 0,83% Eleito
2008 Municipal de São Paulo Vice-prefeito
Titular: Marta Suplicy (PT)
2.088.329 32,79%
(1º Turno)
Não eleito
2.452.527 39,28%
(2º Turno)
2010 Estaduais em São Paulo Deputado Federal 132.109 0,62% Eleito
2022 Estaduais em São Paulo PDT Senador 230.833 1,07% Não eleito

Obras publicadas

  • “CBF-Nike" – livro realizado com o deputado Sílvio Torres, em 2001;
  • “Política de Defesa para o Século XXI”; e “Política Externa para o Século XXI”, ambos publicados em 2003. Os dois livros são a coletânea das palestras proferidas nos seminários sobre Defesa e Relações Externas, promovidos pelo ministro quando ocupava a Presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados;
  • “Forças Armadas e Soberania Nacional”, a reedição da coletânea com novos artigos de sua autoria sobre o papel das Forças Armadas;
  • “Reforma Tributária – Temas e Dilemas”, publicado, em 2008, com o professor da Unesp Luís Antônio Paulino;
  • “Palmeiras X Corinthians 1945 – O Jogo Vermelho”, publicado em 2009;
  • “Raposa Serra do Sol: o índio e a questão nacional”, coletânea de artigos do ministro, publicada em 2010.[69]
  • “O Quinto Movimento - Propostas para uma construção inacabada”, publicado em 2021.[70]
  • "Amazônia, a maldição das Tordesilhas: 500 anos de cobiça internacional", publicado em 2024.[42]
  • "D Pedro I, Caudilho do Brasil", publicado em 2025.

Referências

  1. 1 2 Brasil, Decreto de 25 de março de 2003.
  2. ↑ Brasil, Decreto de 12 de abril de 2006.
  3. ↑ «Repertório Biográfico dos Deputados Brasileiros» (PDF). Câmara dos Deputados do Brasil (pdf). Consultado em 9 de setembro de 2020
  4. ↑ «Aldo Rebelo lança pré-candidatura ao Planalto». CNN Brasil. 31 de janeiro de 2026. Consultado em 5 de abril de 2026
  5. ↑ Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas Quintomovimento
  6. 1 2 3 null. «Um filho de vaqueiro no poder». Gazeta do Povo. Consultado em 5 de janeiro de 2023
  7. ↑ .
  8. ↑ «Relação oficial dos candidatos eleitos 1990 e 1994». Histórico Eleitoral. Total do Estado de São Paulo - Deputado Federal Eleito. Seade. Arquivado do original em 19 de outubro de 2013
  9. ↑ «Perfil do Candidato: Jose Aldo Rebelo Figueiredo». Seade[ligação inativa]
  10. ↑ «Prefeito - SP - São Paulo». Eleição 2008. Seade. Arquivado do original em 5 de agosto de 2012
  11. ↑ «Governo anuncia Aldo Rebelo como novo ministro do Esporte». G1. Globo
  12. ↑ Monteiro, Tânia (1 de outubro de 2015). «Aldo Rebelo vai para o Ministério da Defesa». Estadão. O Estado de São Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 31 de outubro de 2022
  13. 1 2 «Aldo Rebelo vai para o Ministério da Defesa - Política». Estadão. Consultado em 31 de outubro de 2022
  14. ↑ «Reação de militares sobre decisão do STF é de alívio». Consultor Jurídico. Consultado em 31 de outubro de 2022
  15. ↑ «Exército sempre esteve a serviço do Brasil, diz Aldo Rebelo». operamundi.uol.com.br. Consultado em 31 de outubro de 2022
  16. ↑ «Bolsonaro dá apoio a Aldo Rebelo para a Defesa». Folha de S.Paulo. 19 de dezembro de 2002. Consultado em 31 de outubro de 2022
  17. ↑ «Aldo Rebelo assume Defesa e destaca crise de valores». Exame. 8 de outubro de 2015. Consultado em 31 de outubro de 2022
  18. 1 2 «Governos do PT contribuíram para ascensão política das Forças Armadas, aponta estudo [19/08/2021]». noticias.uol.com.br. Consultado em 31 de outubro de 2022
  19. ↑ «Ex-ministro da Defesa, Aldo elogia escolha de general para pasta - Brasil». Estadão. Consultado em 31 de outubro de 2022
  20. ↑ Bittar, Rosangela (16 de agosto de 2017). «Aldo Rebelo saiu do PCdoB, mas ainda não ingressou em outro partido». Valor Econômico. Consultado em 17 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 16 de maio de 2022
  21. ↑ Peron, Isadora (25 de setembro de 2017). «Após 40 anos no PCdoB, Aldo Rebelo vai se filiar ao PSB». Estadão. O Estado de São Paulo SA. Consultado em 25 de setembro de 2017
  22. ↑ Venaglia, Guilherme (13 de abril de 2018). «Aldo Rebelo fecha com Paulinho e disputará Presidência pelo Solidariedade». Veja. Consultado em 13 de abril de 2018
  23. ↑ «Solidariedade lança pré-candidatura de Aldo Rebelo à Presidência da República». G1. 16 de abril de 2018. Consultado em 17 de abril de 2018. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2024
  24. ↑ Moura, Athos. «Aldo Rebelo retira candidatura e se diz à disposição de Alckmin». O Globo. Consultado em 8 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 29 de julho de 2023
  25. ↑ «Decretos de 17-8-2018». Governo do Estado de São Paulo. Diário Oficial do Estado de São Paulo. 18 de agosto de 2018
  26. ↑ «Aldo Rebelo deixa o Solidariedade». O Antagonista. 8 de dezembro de 2019. Consultado em 2 de outubro de 2021. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2021
  27. ↑ Amado, Guilherme (3 de agosto de 2021). «Aldo Rebelo organiza cerimônia para se lançar candidato à Presidência». Metrópoles. Consultado em 15 de dezembro de 2021. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2024
  28. ↑ «Alagoano Aldo Rebelo se filia ao PDT e pode ser o vice de Ciro Gomes». Folha de Alagoas. 1 de abril de 2022
  29. ↑ «Candidato Aldo Rebelo | Eleições 2022». Estadão. Consultado em 5 de janeiro de 2023
  30. ↑ Eduardo Gonçalves. «Para ex-ministro, demonizar garimpo não vai resolver questão indígena». O Globo. Consultado em 1 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2023
  31. ↑ Thaís Oyama (1 de fevereiro de 2023). «"Lira continuará a ser o 'primeiro-ministro' do Brasil"». UOL. Consultado em 1 de fevereiro de 2023
  32. ↑ PODER360 (11 de julho de 2023). «Aldo Rebelo se diz surpreendido com situação das ONGs na Amazônia». Poder360. Consultado em 15 de julho de 2023
  33. ↑ «ONGs são 'Estado paralelo de comando' na Amazônia, diz Aldo Rebelo a CPI». Senado Federal. Consultado em 15 de julho de 2023. Cópia arquivada em 25 de julho de 2025
  34. ↑ Guilherme Waltenberg (8 de janeiro de 2024). «Golpe é "fantasia" para legitimar polarização, diz Aldo Rebelo». Poder360. Consultado em 9 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2025
  35. ↑ «PDT oficializa apoio a Guilherme Boulos na pré-candidatura à Prefeitura de SP». G1. 9 de janeiro de 2024. Consultado em 17 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2024
  36. ↑ «Painel: Filiado ao PDT, Aldo Rebelo tira foto com Nunes e diz que não tem como apoiar Boulos». Folha de S.Paulo. 16 de janeiro de 2024. Consultado em 17 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 17 de janeiro de 2024
  37. ↑ Braga, Alex (16 de janeiro de 2024). «Aldo Rebelo diz que não apoiará Boulos e faz visita de cortesia a Ricardo Nunes». Terra. Consultado em 17 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 17 de janeiro de 2024
  38. ↑ Carolina Linhares (18 de janeiro de 2024). «Nunes põe Aldo Rebelo no lugar de Marta e agrada a Bolsonaro». Folha de S.Paulo. Consultado em 27 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 30 de maio de 2024
  39. ↑ Guilherme Seto (21 de janeiro de 2024). «Painel: Secretário de Relações Internacionais de SP, Aldo Rebelo defende projeto antiestrangeirismos». Folha de S.Paulo. Consultado em 27 de janeiro de 2024
  40. ↑ Conteúdo, Do Estadão. «Aldo Rebelo é exonerado da prefeitura para se dedicar à campanha de Nunes». CNN Brasil. Consultado em 20 de julho de 2024. Cópia arquivada em 6 de agosto de 2024
  41. ↑ Morais, Esmael (17 de julho de 2024). «Nunes nomeia Gomyde como secretário de Relações Internacionais de SP». Blog do Esmael. Consultado em 20 de julho de 2024
  42. 1 2 Colombo, Giullia (22 de maio de 2024). «Com Bolsonaro, Aldo lança livro sobre a Amazônia em Brasília». Poder360. Consultado em 23 de maio de 2024
  43. ↑ «Aldo Rebelo diz que Lula é 'refém do Supremo' e se lança à Presidência com plataforma anti-PT». Estadão. Consultado em 5 de janeiro de 2026
  44. 1 2 3 REBELO, Aldo. O Quinto Movimento: Propostas para uma construção da Nação. São Paulo: Já Editores, 2021. ISBN 978-65-86412-03-1.
  45. ↑ «Aldo Rebelo lança pré-candidatura ao Planalto». CNN Brasil. 31 de janeiro de 2026. Consultado em 2 de maio de 2026
  46. ↑ «Aldo Rebelo». Projetos. Câmara dos Deputados. Consultado em 14 de junho de 2018
  47. 1 2 «Aldo Rebelo defende 'mão forte' do Estado contra crime organizado». UOL Notícias. 18 de abril de 2024. Consultado em 2 de maio de 2026
  48. ↑ «Aldo Rebelo critica 'hipertrofia' do STF e defende limites ao Judiciário». Estadão. 10 de novembro de 2025. Consultado em 2 de maio de 2026
  49. ↑ «Aldo Rebelo defende 'mão forte' do Estado contra crime organizado e fomento à produção». UOL Notícias. 18 de abril de 2024. Consultado em 2 de maio de 2026
  50. ↑ «Aldo Rebelo defende soberania sobre recursos naturais». CNN Brasil. 15 de maio de 2024. Consultado em 2 de maio de 2026
  51. ↑ «Aldo Rebelo defende seu relatório do Código Florestal». Exame. 4 de maio de 2011. Consultado em 2 de maio de 2026
  52. 1 2 «Aldo Rebelo diz que Amazônia é governada por ONGs». CNN Brasil. 15 de maio de 2024. Consultado em 2 de maio de 2026
  53. ↑ «Projeto de Lei da Câmara n° 30, de 2011 - Código florestal». Senado Federal. Consultado em 9 de novembro de 2018
  54. ↑ «Dilma faz 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal». Política. 25 de maio de 2012. Cópia arquivada em 21 de abril de 2024
  55. ↑ «Comitê avalia novo Código Florestal». Greenpiece. Consultado em 9 de Novembro de 2018
  56. ↑ «Climate change skeptic takes reins of Brazil's science ministry». AAAS. Science (em inglês). 9 de janeiro de 2015
  57. ↑ «Aldo Rebelo: Bark or Bite?». Science for Brazil (em inglês). Consultado em 9 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 29 de julho de 2023
  58. ↑ Marco Aurélio Cânonico (28 de março de 2012). «Millôr começou a trabalhar como jornalista aos 14». Folha de S. Paulo. Folha da manhã. Consultado em 1 de fevereiro de 2023. Foi nesse período que escreveu texto que lhe rendeu processo do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), após dizer que seu projeto de restringir termos estrangeiros na língua portuguesa era "uma idioletice".
  59. ↑ Aldo Rebelo (15 de abril de 2001). «Aldo Rebelo: A intriga das línguas». Folha de S.Paulo. Consultado em 27 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2024
  60. ↑ «PL-2762/2003». Câmara dos Deputados. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2009
  61. ↑ «Aldo Rebelo participa de manifestação de vaqueiros na Esplanada». Correio Braziliense. 1 de novembro de 2016. Consultado em 2 de maio de 2026
  62. ↑ «Aldo Rebelo recebe camisa do Palmeiras e exalta paixão pelo clube». UOL Esporte. 13 de março de 2012. Consultado em 2 de maio de 2026
  63. ↑ «'O senhor não tem condição de avaliar a língua portuguesa'; entenda conversa que levou Moraes a ameaçar prender Aldo Rebelo». g1. 24 de maio de 2025. Consultado em 2 de maio de 2026
  64. ↑ «No STF, Moraes ameaça prender Aldo Rebelo, que fala em 'censura'». BBC News Brasil. 23 de maio de 2025. Consultado em 2 de maio de 2026
  65. ↑ «Aldo Rebelo no tribunal de Alexandre de Moraes». Gazeta do Povo. 25 de maio de 2025. Consultado em 2 de maio de 2026
  66. ↑ «Rebelo ironiza e diz que Marinha não daria golpe "desde Tordesilhas"». CNN Brasil. 23 de maio de 2025. Consultado em 2 de maio de 2026
  67. ↑ Johanns Eller (20 de janeiro de 2024). «Substituto de Marta na gestão Nunes, Rebelo prestigiou grupo tido como neofascista pelos EUA». O Globo. Consultado em 2 de maio de 2026
  68. ↑ «Quem é o grupo acusado pelos EUA de disseminar propaganda russa no Brasil». Metrópoles. 20 de outubro de 2023. Consultado em 2 de maio de 2026
  69. ↑ Ministro da Defesa. Defesa. Acesso em 10 de outubro de 2015
  70. ↑ Braziliense', 'Correio (17 de junho de 2021). «Ex-ministro Aldo Rebelo lança livro 'O quinto movimento'». Diversão e Arte. Consultado em 1 de outubro de 2022

Ligações externas

Precedido por
Severino Cavalcanti
(interino José Thomaz Nonô)
48.º Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
2005–2007
Sucedido por
Arlindo Chinaglia
Precedido por
Orlando Silva
7.º Ministro do Esporte do Brasil
2011–2014
Sucedido por
George Hilton
Precedido por
Clelio Campolina Diniz
20.º Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil
2015
Sucedido por
Celso Pansera
Precedido por
Jaques Wagner

9º Ministro da Defesa do Brasil

2015–2016
Sucedido por
Raul Jungmann