Fernando dos Santos Costa

Fernando dos Santos Costa
Fernando dos Santos Costa.
Nascimento19 de dezembro de 1899
Morte15 de outubro de 1982
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãopolítico, militar
Distinções
  • Grã-Cruz da Ordem de Carlos III
  • Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo
  • Grande-Oficial da Ordem Militar de Cristo
  • Oficial da Ordem Militar de Cristo
  • Oficial da Ordem Militar de Avis
  • Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada
  • Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada

Fernando dos Santos Costa GOTE • GCTE • OC • GOC • GCC • OA • M?MM (Alcafache, Mangualde, 19 de Dezembro de 1899 — Lapa, Lisboa, 15 de Outubro de 1982) foi um oficial do Exército Português que assumiu um papel preponderante na ligação entre António de Oliveira Salazar e os sectores militares mais conservadores que apoiaram a Ditadura Nacional e o Estado Novo. Era monárquico, embora a sua oposição tenha sido descisiva para a não restauração da monarquia em 1951, defendida pelos monárquicos do regime.[1].

Biografia

Nasceu a 19 de dezembro de 1899 na freguesia de Alcafache, em Mangualde. Era filho dos trabalhadores rurais José dos Santos, natural de Alcafache, e Luísa Pereira dos Santos, seareiros, natural de Viseu (freguesia de São Cipriano). Em 1927, casou civilmente em Oliveira do Hospital com Maria Ana Freire de Andrade Castelbranco Lobo.[2]

Exerceu as funções de Subsecretário de Estado da Guerra, depois de Ministro da Guerra (entre 1944 e 1950) e Ministro da Defesa (entre 1950 e 1958), permanecendo 22 anos no Governo e afirmando-se como um dos mais estreitos colaboradores de António de Oliveira Salazar e um dos mais longevos ministros dos seus governos.

Principal factor da reestruturação das Forças Armadas Portuguesas sob o Estado Novo e da sua subordinação ao poder político, Santos Costa participou ao lado de Salazar, de modo decisivo, na formulação da política de defesa de Portugal desde o deflagrar da Guerra Civil de Espanha até ao início da Guerra Fria, incluindo o período conturbado da Segunda Guerra Mundial. Nessas funções desempenhou um relevante papel nacional e internacional, em particular nas relações com os Aliados e na entrada de Portugal na NATO.

Morreu a 15 de outubro de 1982, aos 82 anos, na freguesia da Lapa, em Lisboa, vítima de pneumopatia e esclerodermia. Foi sepultado no cemitério de Oliveira do Hospital.[3]

Condecorações

Referências

  1. ↑ Porque não houve Restauração em 1951, Monarquia Portuguesa, 30-06-2010
  2. ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de Alcafache (1899-1909)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Viseu. p. 17, assento 1 (de 1900)
  3. ↑ «Livro de registo de óbitos da 5.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1982-05-20 - 1982-10-25)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 292, assento 583
  4. 1 2 3 4 5 6 «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Fernando dos Santos Costa". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2 de dezembro de 2014
  5. 1 2 3 4 5 «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Fernando dos Santos Costa". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2 de dezembro de 2014
  • Paul H. Lewis. Latin Fascist Elites: The Mussolini, Franco and Salazar Regimes. Praeger Publishers, 2002. ISBN 027597880X.
  • Paul H. Lewis. Salazar's Ministerial Elite, 1932-1968. // The Journal of Politics, Vol. 40, No. 3 (Aug., 1978), pp. 622–647.
  • -----, Correspondência do General Santos Costa. Lisboa: Verbo, 2004 (ISBN 9789722222754).