Teófilo Duarte

Teófilo Duarte
Teófilo Duarte foi Governador de Cabo Verde, entre 1918 e 1919, de Timor, entre 1927 e 1928, e Ministro das Colónias, entre 1947 e 1950.
Nascimento6 de outubro de 1898
Oledo
Morte16 de maio de 1958
Lisboa
CidadaniaPortugal
Ocupaçãopolítico, militar
Distinções
  • Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo

Teófilo Duarte GCC (Idanha-a-Nova, Oledo, 6 de outubro de 1898 - Lisboa, 16 de maio de 1958) foi um político e militar português da Primeira República, que aderiu ao sidonismo e ao Estado Novo. Foi dirigente da Legião Portuguesa, Ministro das Colónias e ocupou cargos de administração em diversas empresas ligadas ao ultramar português.[1]

Biografia

Estudou no Colégio de São Fiel, Castelo Branco um colégio dos jesuítas, na Covilhã tendo feito os preparatórios, na Universidade de Coimbra, para a admissão da Escola do Exército, na arma de cavalaria. Em 1914 foi promovido a oficial, tendo sido preso, em 1916, por ter colaborado numa revolta comandada por Machado Santos, em 13 de dezembro. No ano seguinte apoiou a revolta de Sidónio Pais, tendo comandado o Regimento de Cavalaria n.º 7. Atingiu o posto de Capitão.

Foi Governador de Cabo Verde em 1918-1919, ano em que dominou a revolta dos democráticos, na Covilhã e a de Álvaro de Castro em Santarém.

Após a morte de Sidónio Pais, foi alto-comissário no distrito de Castelo Branco, tendo-se revoltado contra o governo de José Relvas, facto que o levou à prisão por seis meses. Em 1920, foi demitido do Exército Português, sendo reintegrado após o Golpe de 28 de maio de 1926.

Foi Governador de Timor, entre 30 de setembro de 1926 e 22 de dezembro de 1928.

Em 1936 e 1937, foi membro da Junta Central da Legião Portuguesa, então constituída por João Pinto da Costa Leite (Lumbrales) que presidia, João Nepomuceno Namorado de Aguiar, na qualidade de Comandante-Geral, Armando Álvaro Gil Fortée Rebelo e Artur Águedo de Oliveira. Pediu a demissão em 1937, em resultado de uma grave crise interna que eclodiu em junho desse ano.

Foi Ministro das Colónias, no governo de António de Oliveira Salazar, de 2 de fevereiro de 1947 a 2 de agosto de 1950, diretor da Companhia de Moçambique e Companhia do Caminho de Ferro de Benguela.

A 1 de Setembro de 1950 foi agraciado com a grã-cruz da Ordem Militar de Cristo.[2]

À data da sua morte, era vice-presidente do Conselho Ultramarino, deputado por Angola e administrador do Banco Nacional Ultramarino.

Obras publicadas

Colaborou em alguns jornais, nomeadamente no Ditadura em que faz o elogio do fascismo e escreve várias obras, referentes à administração colonial e ao colonialismo português, entre outros:

  • Colónia portuguesa de Timor, Díli, s.n., 1928.
  • Timor, Famalicão, Tipografia Minerva, 1930.
  • Timor: ante-câmara do inferno, Famalicão, Tipografia Minerva de Gaspar Pinto de Sousa e Irmãos, 1930.
  • Timor: aspectos de administração colonial, Lisboa, Tipografia Carmona, 1930.
  • O Rei de Timor, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1931.
  • Sidónio Pais e o seu consulado, Lisboa, Portugália, 1941.
  • Estudos coloniais, Lisboa, Agência Geral das Colónias, 1942.
  • Timor, Lisboa, Agência Geral das Colónias, 1943.
  • Ocupação e colonização branca de Timor, Porto, Educação Nacional, 1944.

Também se encontra colaboração da sua autoria na revista Portugal Colonial [3] (1931-1937).

Notas

  1. ↑ Madalena Barreto, "Teófilo Duarte", in Ricardo Roque (org.), History and Anthropology of «Portuguese Timor», 1850-­1975. An Online Dictionary of Biographies. (disponível em http://www.historyanthropologytimor.org/ ). Consultado a 27 de Fevereiro de 2015.
  2. ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Teófilo Duarte". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 17 de março de 2016
  3. ↑ Rita Correia (11 de junho de 2014). «Ficha histórica:Portugal colonial : revista de propaganda e expansão colonial (1931-1937)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 23 de março de 2015

Ver também

Precedido por
Abel Fontoura da Costa
Governador de Cabo Verde
1918 — 1919
Sucedido por
Manuel Firmino de Almeida da Maia Magalhães
Precedido por
Raimundo Enes Meira
Governador do Timor português
1926 — 1928
Sucedido por
Cesário Augusto de Almeida Viana