All I Really Want to Do
| All I Really Want to Do | ||||
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| Álbum de estúdio de Cher | ||||
| Lançamento | 16 de agosto de 1965][1] | |||
| Gravação | Junho de 1965 | |||
| Gênero(s) | Folk-rock | |||
| Duração | 31:45 | |||
| Gravadora(s) | Imperial · EMI | |||
| Cronologia de Cher | ||||
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| Singles de All I Really Want to Do | ||||
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All I Really Want to Do é o álbum de estreia da artista estadunidense Cher, lançado em 16 de agosto de 1965 pela Imperial Records. Lançado enquanto ela ainda gravava como parte da dupla Sonny & Cher, o álbum marcou seu primeiro projeto completo sob seu próprio nome e representou um lançamento paralelo ao seu trabalho com Sonny Bono na Atco Records.
Produzido por Sonny Bono, com arranjos de Harold Battiste, e gravado no Gold Star Studios, em Hollywood, o álbum é composto majoritariamente por versões cover, baseadas em material contemporâneo de folk e rock. Seu repertório inclui canções de Bob Dylan, Ray Davies e outros compositores consagrados, além de um pequeno número de composições associadas a Bono.
Ao ser lançado, All I Really Want to Do recebeu, de modo geral, críticas positivas e alcançou sucesso comercial significativo, atingindo o top 20 nos Estados Unidos e o top 10 no Reino Unido.
Antecedentes e gravação
Ao mesmo tempo em que a dupla Sonny & Cher estreava pela Atco Records, Sonny Bono garantiu um contrato solo para Cher com a Imperial Records. Após o sucesso do single "I Got You Babe", Bono decidiu promover sua esposa como artista solo, produzindo ele mesmo seu primeiro álbum de estúdio completo.[2] O disco marcou o primeiro projeto solo de Cher desde o lançamento de seus dois singles malsucedidos de 1964, "Ringo, I Love You" e "Dream Baby", lançados sob os pseudônimos Bonnie Jo Mason e Cherilyn, respectivamente.[2]
All I Really Want to Do, assim como o álbum de estreia de Sonny & Cher, Look at Us, contém diversas versões cover. O repertório inclui gravações de canções contemporâneas de rock em ritmo acelerado, mas também apresenta uma inclinação mais folk, com o objetivo de diferenciá-lo do estilo musical dos discos da dupla.[3] As gravações do álbum foram concluídas no Gold Star Studios, em Hollywood, na última semana de junho de 1965.[3]
No álbum, Cher gravou três canções escritas e interpretadas por Bob Dylan: "All I Really Want to Do", "Blowin' in the Wind" e "Don't Think Twice, It's All Right".[4] O disco também inclui "Needles and Pins", coescrita por Sonny Bono e que foi um sucesso da banda britânica The Searchers em 1964.[4] Por volta de 30 de junho, quando concluía a gravação do álbum no Gold Star Studios, Larry Page a convenceu a gravar a canção "I Go to Sleep", sucesso de Ray Davies, que mais tarde se tornaria um sucesso no Reino Unido do The Pretenders.[3] Adicionalmente, o álbum traz, a versão de Cher para a canção tradicional "See See Rider", com arranjos de Sonny Bono, Charles Greene e Robert Stone.[5]
Outros covers presentes no álbum são "She Thinks I Still Care", "The Bells of Rhymney" e "Come and Stay With Me".[4] Durante as sessões de gravação, Cher também registrou uma canção escrita por Bono, intitulada "I'm Gonna Love You", que não entrou no álbum, mas foi lançada como lado B do single "All I Really Want to Do".[2] Posteriormente, a música foi incluída na trilha sonora de 1967 de Sonny & Cher, Good Times.[6]
Singles
A canção "All I Really Want to Do" foi o primeiro single lançado por Cher sob esse nome e também seu primeiro sucesso solo, alcançando a posição 15 na Billboard Hot 100 e a posição 9 na parada de singles do Reino Unido.[7] O álbum também incluía a canção "Dream Baby", escrita por Sonny Bono, que havia sido lançada como single em 1964 por Cher sob o pseudônimo de Cherilyn.[2]
A ideia inicial de gravar "All I Really Want to Do" surgiu quando Cher ouviu a banda folk-rock de Los Angeles The Byrds interpretá-la durante sua residência, antes da fama, no Ciro's, na Sunset Strip, em março de 1965.[8][9] Uma pequena controvérsia entre Cher e os Byrds se seguiu quando a Columbia Records (gravadora da banda) alegou que Cher e Sonny Bono teriam gravado uma das apresentações do grupo no Ciro's sem permissão, a fim de usar parte do repertório ("All I Really Want to Do" e "The Bells of Rhymney") no álbum de Cher.[8] Embora os Byrds planejassem lançar "All I Really Want to Do" como single, eles não demonstraram grande preocupação com o lançamento iminente da versão de Cher, acreditando que havia espaço suficiente nas paradas para ambas as gravações.[8]
Em uma tentativa de ofuscar a versão da cantora, a Columbia lançou às pressas o single dos Byrds, e ambas as versões entraram na Billboard Hot 100 na mesma semana.[8][10] Seguiu-se uma disputa nas paradas, em grande parte incentivada pela Columbia Records e pela imprensa musical, mas, no fim, a versão dos Byrds estagnou na posição 40 nos Estados Unidos, enquanto o cover de Cher alcançou a posição 15.[8] No Reino Unido, porém, ambas as versões chegaram ao top 10, com a gravação dos Byrds atingindo a posição 4 e a de Cher alcançando a posição 9.[11]
Edições em compact disc
Em 1992, All I Really Want to Do e o álbum solo seguinte de Cher, The Sonny Side of Chér, foram relançados em um único compact disc (CD) pela EMI Records.[12] Posteriormente, em 1995, a EMI lançou uma coletânea intitulada The Originals, que incluía All I Really Want to Do, The Sonny Side of Chér e o terceiro álbum solo da cantora, o autointitulado Chér.[13] O álbum foi novamente relançado em um único CD junto com The Sonny Side of Chér pela BGO Records em 2005, exclusivamente no Reino Unido.[14] O álbum original de doze faixas All I Really Want to Do nunca foi lançado em CD de forma independente.
Recepção crítica
| Críticas profissionais | |
|---|---|
| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| AllMusic | |
| The Encyclopedia of Popular Music | |
| Record Mirror | |
A revista Billboard observou que o álbum tem "todos os ingredientes para um LP de sucesso", acrescentando que suas faixas bem executadas "aumentam o apelo comercial deste forte lançamento nas paradas".[18] A Record Mirror escreveu que a imagem de Cher é "fantástica" e que sua voz "não é tão boa" sem Sonny Bono, acrescentando que "este LP obviamente venderá bem, mas pela força de sua imagem, e não pela qualidade".[17] Já a revista Record World incluiu o álbum entre seus "Álbuns da Semana", descrevendo Cher como "enhuma garota é mais quente atualmente".[19]
Em uma análise retrospectiva, Tim Sendra, do AllMusic, observou que o álbum apresenta Sonny Bono "usando suas habilidades de produção derivadas de Phil Spector para criar fundos ricos e cintilantes sobre os quais Cher canta", e descreveu o disco como "um dos registros de folk-pop mais fortes da época".[15] Sendra acrescentou ainda que "Cher não é a cantora mais sutil, mas soa jovem e cheia de vida nessas faixas, como se realmente acreditasse no que está cantando (uma sensação que nem sempre se obtém em seu material mais leve)".[15]
Desempenho comercial
All I Really Want to Do alcançou a posição 16 na Billboard 200, nos Estados Unidos, e permaneceu por 24 semanas na parada.[20] O álbum entrou na lista enquanto o disco de estreia da dupla Sonny & Cher, Look at Us, ainda ocupava a segunda posição.[21]
O álbum também entrou na UK Albums Chart, estreando na posição 20 no início de outubro de 1965 e atingindo o pico na sétima colocação duas semanas depois.[7] Permaneceu na parada britânica por nove semanas, entre o início de outubro e o fim de novembro.[7]
Lista de faixas
- Créditos adaptados do LP All I Really Want to Do, de 1965.[5]
| All I Really Want to Do – Lado A | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |||||||
| 1. | "All I Really Want to Do" | Bob Dylan | 2:56 | |||||||
| 2. | "I Go to Sleep" | Ray Davies | 2:28 | |||||||
| 3. | "Needles and Pins" | 2:26 | ||||||||
| 4. | "Don't Think Twice" | Dylan | 2:25 | |||||||
| 5. | "He Thinks I Still Care" | Dickey Lee Lipscomb | 2:15 | |||||||
| 6. | "Dream Baby" | Bono | 2:58 | |||||||
| All I Really Want to Do – Lado B | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |||||||
| 1. | "The Bells of Rhymney" |
|
3:07 | |||||||
| 2. | "Girl Don't Come" | Chris Andrews | 2:05 | |||||||
| 3. | "See See Rider" | Tradicional (arranjado por Bono, Charles Greene, Robert Stone) | 2:38 | |||||||
| 4. | "Come and Stay with Me" | Jackie DeShannon | ||||||||
| 5. | "Cry Myself to Sleep" | Mike Gordon | 2:18 | |||||||
| 6. | "Blowin' in the Wind" | Dylan | 3:24 | |||||||
Ficha técnica
Créditos adaptados do LP All I Really Want to Do, de 1965.[5]
- Vocalista principal: Cher
- Produtor musical: Sonny Bono
- Acordeão, teclados: Bill Marx
- Baixo: René Hall, Cliff Hills, Mel Pollan, Lyle Ritz
- Bateria: Frank Capp, Sharkey Hall, Jessie Sailes
- Guitarra: Monte Dunn, Jeff Kaplan, Barney Kessel, Steve Mann, Donald Peake, Mike Post, Randy Sterling
- Teclados: Michel Rubini
- Percussão: Frank DeVito, Gene Estes, Brian Stone, Julius Wechter
- Piano: Harold Battiste
- Gravado no Gold Star Recording Studios, em Hollywood, Califórnia
Tabelas musicais
Tabelas semanais
Referências
Bibliografia
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