Half-Breed
| Half-Breed | ||||
|---|---|---|---|---|
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| Álbum de estúdio de Cher | ||||
| Lançamento | 27 de Outubro de 1973 | |||
| Gravação | 1973 | |||
| Gênero(s) | ||||
| Duração | 34:09 | |||
| Gravadora(s) | MCA | |||
| Produção | Snuff Garrett | |||
| Cronologia de Cher | ||||
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| Singles de Half-Breed | ||||
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Half-Breed é o décimo álbum de estúdio da artista americana Cher, lançado em 27 de outubro de 1973 pela MCA Records. Produzido por Snuff Garrett, o projeto foi lançado após o desempenho insatisfatório de Bittersweet White Light, que afastou Cher de Sonny Bono como produtor e retomau sua colaboração com Garrett, responsável pelo seu álbum de sucesso Chér, de 1971.
Durante o ano de 1973, a artista também estabeleceu uma relação profissional com David Geffen, enquanto a gravadora MCA buscava reposicioná-la no mercado. O repertório incluiu versões de canções populares, como "My Love", de Paul McCartney, além de sucessos originalmente gravados por Bee Gees e The Beatles, ao lado de composições inéditas.
O álbum recebeu avaliações mistas da crítica especializada. Algumas publicações criticaram a dependência de um single forte em detrimento do conjunto do disco, enquanto outras, destacaram seu apelo pop e potencial comercial. Retrospectivamente, análises apontaram um tom melancólico equilibrado por elementos sonoros mais leves. Comercialmente, Half-Breed alcançou a posição 28 na Billboard 200 e foi premiado com um disco de ouro nos Estados Unidos.
Antecedentes e detalhes do álbum
Lançado em 1973, Half-Breed representou uma mudança significativa na carreira de Cher após o fraco desempenho comercial de Bittersweet White Light, álbum no qual a cantora explorou um repertório de standards que não obteve boa recepção.[1] Com isso, Cher se afastou definitivamente de Sonny Bono como produtor e retomou a parceria com Snuff Garrett, que trabalhou com ela em seus álbuns anteriores Chér (1971) e Foxy Lady (1972), e responsável por direcioná-la de volta ao pop contemporâneo.[1] Nesse período, também passou a se envolver profissionalmente com David Geffen, enquanto sua gravadora MCA Records buscava reposicioná-la no mercado com material inédito escrito por Al Capps e Mary Dean.[1]
A faixa de abertura do álbum é uma versão do sucesso "My Love", escrita por Paul McCartney e Linda McCartney, lançada em março de 1973.[2][3] O álbum contém ainda outras duas regravações: "How Can You Mend a Broken Heart", dos Bee Gees,[4] e "The Long and Winding Road", dos The Beatles.[5] Ambas as canções foram originalmente sucessos que alcançaram o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos no início da década de 1970.[6][7] David Paich, que era o namorado de Cher na época, contribuiu em "David's Song" e nos arranjos do álbum.[1]
A última faixa, "Chastity Sun" foi reescrita por Cher.[8] Originalmente intitulada "Ruby Jean and Billy Lee", tratava-se de uma canção da banda de soft rock Seals and Crofts, lançada em seu álbum Diamond Girl (1973).[8] A versão reescrita por Cher foi dedicada a seu primeiro filho, Chaz Bono.[8]
Em agosto de 1993, o álbum original foi combinado com Half-Breed e relançado no formato compact disc na série 2 Classic Albums On One CD, em um único CD intitulado Half Breed/Dark Lady, incluindo todas as faixas dos dois discos originais.[9] O álbum não foi lançado individualmente em CD, embora uma compilação com o mesmo nome tenha sido lançada, causando confusão entre os compradores.[10]
Singles
"Half-Breed" é uma canção escrita por Al Capps e Mary Dean, o acompanhamento instrumental foi feito por músicos de estúdio de Los Angeles, conhecidos como The Wrecking Crew.[11] A canção foi composta na tonalidade de lá menor, com andamento moderato de 116 batidas por minuto em compasso comum.[12] A extensão vocal de Cher na faixa vai de F3 a A4.[12] Escrita e interpretada por não indígenas, a canção segue a narrativa clássica do tragic mulatto, a partir de uma perspectiva não nativa, sobre uma jovem com pai armênio e suposta mãe cherokee.[13] A letra descreve uma situação em que pessoas brancas a chamam de "índia", enquanto os nativos não a aceitam como uma de suas integrantes, afirmando: “os índios disseram que eu era branca por lei".[13] Contudo, a letra apresenta imprecisões, pois os cherokees, como muitos povos indígenas das regiões orientais da América do Norte, seguem um sistema matrilinear, no qual filhos de mães cherokee são reconhecidos como tais, independentemente da origem do pai.[14]
O videoclipe de "Half-Breed", uma performance de 1973 no programa The Sonny & Cher Comedy Hour, apresenta elementos estereotipados da imagem do "índio de Hollywood".[15] Cher aparece montada a cavalo usando um figurino criado por Bob Mackie que mistura elementos não relacionados à cultura cherokee, incluindo um cocar típico das planícies, um top inspirado em ornamentos de contas e uma tanga brilhante.[16] O cenário inclui totens do noroeste do Pacífico e chamas, também desconectados das tradições cherokee.[17] Cher enfrentou críticas de ativistas indígenas por apropriação cultural, continuando a usar figurinos semelhantes em apresentações até 2017.[18][19][20] A Rolling Stone observou a ausência de "Half-Breed" na coletânea de Cher de 2024, Forever, atribuindo-a a uma tendência mais ampla de artistas reavaliarem seus catálogos diante de mudanças nas sensibilidades culturais.[21]
Em termos de recepção da crítica especializada em música, Peter Fawthrop, do AllMusic, escreveu que a canção possui um ritmo leve e vibrante, sendo uma das faixas mais descontraídas do álbum.[22] A revista Rolling Stone recomendou a música, descrevendo os vocais de Cher como intensos e a produção como altamente comercial.[23] Comercialmente, a canção liderou a Billboard Hot 100 por duas semanas, tornando-se o segundo número um solo e o terceiro no geral da carreira de Cher,[24] além de receber um certificado ouro por vendas superiores a 1 milhão de cópias.[25]
"Carousel Man" foi lançada como segundo single promocional do álbum. Johnny Durrill, compositor da canção, disse: "Lá em Oklahoma, de onde eu venho, havia muitos trabalhadores de parques itinerantes. Eu tinha fascínio por carrosséis e achei que os sons de um parque de diversões, junto com os do carrossel, ofereciam um grande simbolismo. A vida continua girando e girando e, mais vezes do que não, você acaba exatamente onde começou".[26] O single alcançou a posição 41 na parada Adult Contemporary, da Billboard,[27] além de atingir a posição 83 na parada de singles do Canada,[28] tais posições, consideradas baixas, surpreenderam o autor da faixa que disse não entender o motivo de tal desempenho.[26] Em relação aos críticos de música, a Billboard descreveu a canção como "outro single pop perfeitamente produzido" pela equipe vencedora de Cher e Snuff Garrett.[29] A Cash Box a descreveu como "uma canção poderosa na grande tradição de Cher", destacando sua semelhança com "Gypsys, Tramps and Thieves" e elogiando seu "grande gancho, instrumentação sólida e o estilo vocal inimitável de Cher".[30] O site AllMusic elogiou retrospectivamente o ritmo animado da canção, descrevendo-a como leve e descontraída.[22]
Recepção crítica
| Críticas profissionais | |
|---|---|
| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| The Encyclopedia of Popular Music | |
| The Rolling Stone Album Guide | |
Paul Gambaccini, da revista Rolling Stone, escreveu que Cher e o produtor Snuff Garrett "ressuscitaram o formato de LP apoiado em um single de sucesso e o preencheram com versões e faixas descartáveis", considerando o álbum "um fracasso", além de afirmar que a poderosa voz de Cher "não está sendo usada de forma eficaz" e acaba "desperdiçada em material ruim".[23] A Cash Box escreveu que "Half-Breed" é "possivelmente a faixa mais poderosa de Cher até então" e que o álbum, descrito como um "pot-pourri de material forte e covers sólidos", representa "um exercício totalmente envolvente de performance pop", com potencial para ser "mais uma coleção bem recebida rumo ao topo das paradas".[33]
Em uma resenha retrospectiva, Peter Fawthrop, do AllMusic, escreveu que o álbum é "melancólico e agridoce do começo ao fim, com encantos suficientes para mantê-lo leve".[22]
Desempenho comercial
Half-Breed estreou na Billboard 200 na posição 171 no final de setembro, alcançando posteriormente o pico na posição 28.[34] Em 1974, Cher recebeu um disco de ouro de Johnny Musso, vice-presidente da MCA Records, após a gravação de um segmento do programa de televisão The Sonny & Cher Show.[25]
Lista de faixas
- Créditos adaptados do LP Half-Breed, de 1973.[35]
| Half-Breed – Lado A | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |||||||
| 1. | "My Love" | 3:31 | ||||||||
| 2. | "Two People Clinging to a Thread" |
|
2:40 | |||||||
| 3. | "Half-Breed" |
|
2:42 | |||||||
| 4. | "The Greatest Song I Ever Heard" | Dick Holler | 2:48 | |||||||
| 5. | "How Can You Mend a Broken Heart?" | 3:21 | ||||||||
| 6. | "Carousel Man" | Johnny Durrill | 3:02 | |||||||
| Half-Breed – Lado B | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |||||||
| 1. | "David's Song" | David Paich | 3:24 | |||||||
| 2. | "Melody" |
|
2:34 | |||||||
| 3. | "The Long and Winding Road" |
|
3:10 | |||||||
| 4. | "This God-Forsaken Day" | Jack Segal | 2:43 | |||||||
| 5. | "Chastity Sun" |
|
4:14 | |||||||
Ficha técnica
Créditos adaptados do LP Half-Breed, de 1973.[35]
- Produtor: Snuff Garrett
- Engenheiro: Lennie Roberts
- Arte: Richard Grant
- Fotografia (Capa): Gene Trindl
- Fotografia (Encarte): J. Engstead
Tabelas
Tabelas semanais
| Tabela musical (1973–74) | Melhor posição |
|---|---|
| Austrália (Kent Music Report)[36] | 65 |
| Canadá (Canadian Albums Chart)[37] | 21 |
| Estados Unidos (EUA Billboard 200)[38] | 28 |
| Estados Unidos (Top Pop Albums Cash Box)[39] | 21 |
| Estados Unidos (Top 100 LP's Record World)[40] | 29 |
Certificações e vendas
| Região | Certificação | Vendas |
|---|---|---|
| Estados Unidos (RIAA)[41] | 1× Ouro | 500 000^ |
*números de vendas baseados somente na certificação | ||
Referências
- 1 2 3 4 Larocque, Jason (1 de abril de 2013). You Haven't Seen The Last of Me (em inglês). [S.l.]: Lulu.com. p. 103. ISBN 978-1-300-88858-1. Consultado em 6 de abril de 2026
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Bibliografia
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- Castleman, Harry; Podrazik, Walter J. (1976). All Together Now: The First Complete Beatles Discography 1961–1975. New York, NY: Ballantine Books. ISBN 0-345-25680-8
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