Blitz de Baedeker
| Blitz de Baedeker | |||
|---|---|---|---|
| Parte da Frente Ocidental da Segunda Guerra Mundial | |||
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| Data | Abril à maio de 1942 | ||
| Local | Inglaterra | ||
| Desfecho | Fracasso estratégico alemão | ||
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A Blitz de Baedeker ou Ataques Baedeker, foi uma série de bombardeios realizados pela Luftwaffe contra o Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, entre abril à maio de 1942. Cidades e vilas na Inglaterra foram alvejadas por seu valor cultural, como parte de uma campanha de desmoralização.
A Luftwaffe planejou os ataques em resposta à ofensiva de bombardeio de área da Força Aérea Real Britânica (RAF) contra a Alemanha Nazista, como resultado da diretiva de bombardeio de área, começando com o bombardeio de Lübeck em março de 1942. Os bombardeiros da Luftflotte 3, sob o comando de Hugo Sperrle, atacaram locais como catedrais, estâncias termais e prefeituras. O objetivo era iniciar uma troca de ataques "olho por olho", na esperança de desmoralizar o público britânico e forçar a RAF a reduzir seus ataques à Alemanha. O nome deriva de Baedeker, uma série de guias turísticos alemães usados para selecionar alvos para bombardeio.
A Blitz de Baedeker foi um fracasso estratégico, os danos causados pelos alemães às cidades britânicas foram mínimos em comparação com a Blitz ou os bombardeios da RAF contra a Alemanha, e a Luftwaffe sofreu perdas insustentáveis. Mais de 1.600 civis foram mortos e dezenas de milhares de casas foram danificadas nos principais ataques. Cidades e vilas na Inglaterra continuaram a ser alvos da Luftwaffe por seu valor cultural, resultando na morte de milhares de civis nos dois anos seguintes.
Contexto
No inverno de 1941, tanto as campanhas de bombardeio estratégico britânicos quanto alemãs haviam atingido um ponto crítico. A ofensiva alemã contra os britânicos, um período de 9 meses de bombardeio noturno conhecido como a Blitz, deixou Londres e muitas outras cidades britânicas gravemente danificadas. A Blitz chegou ao fim em maio de 1941, quando a Luftwaffe priorizou seus recursos para a invasão alemã da União Soviética. Depois disso, limitou-se a ataques relâmpago contra cidades costeiras britânicas. Enquanto isso, a ofensiva de bombardeio noturno da Força Aérea Real Britânica (RAF) contra a Alemanha Nazista mostrou-se amplamente ineficaz, como revelado pelo Relatório Butt em agosto de 1941, e no Natal esses ataques praticamente cessaram.[1][2]
Quando a ofensiva da RAF foi retomada em março de 1942 com o bombardeio de Lübeck, houve uma mudança notável em sua eficácia. Novos bombardeiros pesados foram introduzidos, como o Short Stirling e o Handley Page Halifax, seguidos pelo pouco confiável Avro Manchester, do qual foi desenvolvido o excelente Avro Lancaster. Sistemas de navegação aprimorados, como o Gee e o Oboe, permitiram à RAF atingir seus alvos com mais precisão. A nomeação do vice-marechal do ar Arthur Harris como chefe do Comando de Bombardeiros da RAF trouxe maior entusiasmo por ataques de bombardeio em área contra cidades alemãs, com novas táticas como a formação de bombardeiros em formação, uso de bombas incendiárias, particularmente, o bombardeio de área. Antes disso, a RAF havia tentado realizar bombardeios de precisão, visando fábricas, usinas de energia e até mesmo agências de correios, em múltiplos ataques por toda a Alemanha, o que se mostrou custoso e ineficaz. Seguindo o exemplo do bombardeio da Luftwaffe à Coventry em novembro de 1940, a RAF começou a concentrar um único ataque contra uma área onde existiam vários alvos valiosos, incluindo as casas e o moral da população civil que ali vivia.
Planejamento
A liderança e a população da Alemanha Nazista ficaram chocadas com a destruição de Lübeck e, no mês seguinte, de Rostock.[3][4] Até então, elas haviam sido praticamente imunes à campanha de bombardeio da Força Aérea Real Britânica (RAF). Agora, Joseph Goebbels relatou: "os danos foram realmente enormes" e "é horrível... os ataques aéreos britânicos aumentaram em alcance e importância; se puderem continuar por semanas dessa forma, poderão ter um efeito desmoralizante sobre a população".[5] Após o bombardeio de Rostock, ele relatou: "o ataque aéreo... foi mais devastador do que os anteriores. A vida comunitária lá está praticamente acabada... a situação é catastrófica em algumas áreas... sete décimos da cidade foram destruídos... mais de 100.000 pessoas tiveram que ser evacuadas... houve, de fato, pânico".[6]
Adolf Hitler ficou furioso e exigiu que a Luftwaffe retaliasse de acordo. Em 14 de abril de 1942, ele ordenou "que a guerra aérea contra a Reino Unido recebesse um caráter mais agressivo. Consequentemente, quando os alvos forem selecionados, a preferência deverá ser dada àqueles em que os ataques provavelmente terão o maior efeito possível sobre a vida civil. Além de ataques a portos e indústrias, ataques terroristas de natureza retaliatória [Vergeltungsangriffe] deverão ser realizados em cidades que não sejam Londres".[7]
Após o ataque à Bath, Goebbels relatou que Hitler pretendia "repetir esses ataques noite após noite até que os britânicos estejam fartos de ataques terroristas" e que ele "compartilhava absolutamente a opinião [de Goebbels] de que centros culturais, estâncias termais e centros civis devem ser atacados... não há outra maneira de fazer os britânicos recobrar o juízo. Eles pertencem a uma classe de seres humanos com quem você só pode conversar depois de ter arrancado seus dentes."[8]
Nome

Os ataques foram referidos por ambos os lados como ataques Baedeker, derivado de um comentário de um propagandista alemão.[7] Gustaf Braun von Stumm, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, teria dito em 24 de abril de 1942: "Vamos sair e bombardear todos os edifícios no Reino Unido marcados com 3 estrelas no Guia Baedeker",[9] uma referência aos populares guias de viagem alemães, os Guias Baedeker. Joseph Goebbels ficou furioso e ansioso por rotular os ataques britânicos como "bombardeios terroristas", mas também ansioso por designar os esforços alemães como "medidas de retaliação".[10] O comentário espontâneo de Stumm "admitiu efetivamente que os alemães estavam visando alvos culturais e históricos, exatamente o que a liderança alemã não queria fazer, e Goebbels tomou medidas para garantir que isso não acontecesse novamente".[11]
O Ministério da Guerra Econômica Britânico publicou o Bomber's Baedeker em 1943,[12] uma análise metódica de alvos de bombardeio na Alemanha Nazista, em referência ao comentário de Stumm. Uma segunda edição foi publicada em 1944.[13]
Ataques

A tarefa de realizar os ataques foi dada aos grupos de bombardeiros Kampfgeschwader 2 (KG 2) e Kampfgeschwader 6 (KG 6) da Luftflotte 3, formados a partir do antigo grupo de aviação marítima Küstenfliegergruppe 106,[14] para serem liderados pelos batedores do I./Kampfgeschwader 100 (KG 100). Cada ataque envolvia de 30 a 40 aeronaves e, para aumentar sua eficácia, foi planejado que cada uma realizasse duas missões por noite. Cada ataque consistia em dois períodos de 60 a 90 minutos, separados por duas ou três horas.[7]
A Blitz de Exeter, o primeiro ataque da Blitz Baedeker, foi dirigido contra Exeter, a antiga capital do condado de Devon, com seu imenso patrimônio de edifícios históricos, na noite do Dia de São Jorge, 23/24 de abril de 1942. Embora este ataque tenha causado poucos danos, um segundo ataque na noite seguinte foi mais severo, com mais de 80 mortes. Nas noites de 25/26 e 26/27 de abril, a força de bombardeiros realizou a Blitz de Bath, causando danos generalizados a Bath e cerca de 400 baixas. Esses ataques ocorreram um mês após o ataque à Lübeck e coincidiram com a ofensiva de 4 noites da Força Aérea Real Britânica (RAF) contra Rostock. Em 27/28 de abril, a Luftwaffe atacou Norwich, lançando mais de 90 toneladas de bombas e causando 67 mortes. Em 28/29 de abril, eles atacaram Iorque, causando danos limitados, mas 79 mortes.[15]

Na noite de 3/4 de maio, a Luftwaffe retornou a Exeter, causando grandes danos ao centro da cidade, danos consideráveis ao lado sul da Catedral de Exeter e 164 mortes. Na noite seguinte, atacaram [Cowes]], na Ilha de Wight, um alvo de valor tanto cultural quanto militar, por ser a sede do estaleiro J. Samuel White. Em 8/9 de maio, Norwich foi atacada novamente, embora o ataque tenha sido ineficaz, apesar da participação de mais de 70 aeronaves. Durante o mês de maio, a Luftwaffe também bombardeou Hull (um importante porto e, portanto, um alvo militar), Poole, Grimsby e, no final de maio, Cantuária. Este ataque, que coincidiu com o primeiro ataque da RAF com 1.000 bombardeiros a Colônia, envolveu 77 bombardeiros, que lançaram 40 toneladas de bombas, resultando em 43 mortes.[15]
Ao longo de todos os ataques deste período, um total de 1.637 civis foram mortos e 1.760 ficaram feridos, e mais de 50.000 casas foram destruídas.[16] Alguns edifícios notáveis foram destruídos ou danificados, incluindo o Guildhall de Iorque e o Bath Assembly Rooms, mas, no geral, a maioria escapou ilesa, incluindo a Catedral de Norwich, Catedral de Cantuária e a Catedral de Iorque. A Catedral de Exeter foi atingida nas primeiras horas de 4 de maio, com a destruição completa da Capela de São Tiago, no lado sul, e danos consideráveis à nave do coro sul.
Em 27 de abril, Winston Churchill disse ao Gabinete de Guerra que o governo deveria fazer tudo o que pudesse para "garantir que não fosse dada publicidade desproporcionada a estes ataques" e "evitar dar a impressão de que os alemães estavam retaliando totalmente" pelos ataques britânicos.[17]
Consequências
A Blitz de Baedeker foi um fracasso estratégico para os alemães, já que a Luftwaffe sofreu pesadas perdas com danos mínimos infligidos e com a desmoralização do público britânico. A necessidade de reforços das Potências do Eixo na Campanha Norte-Africana e na Frente Oriental significava que as operações subsequentes só poderiam continuar em escala reduzida, com ataques relâmpago intermitentes a cidades costeiras realizados por caças-bombardeiros Focke-Wulf Fw 190. Embora o termo Blitz de Baedeker seja às vezes limitado aos ataques a essas 5 cidades (Exeter, Bath, Cantuária, Norwich e Iorque) em abril à maio de 1942,[16] a Luftwaffe continuou atacando cidades por seu valor cultural nos 2 anos seguintes.[18]
Ataques contínuos
Em junho de 1942, atacaram novamente Ipswich, Poole e Cantuária, Southampton (um porto), Norwich mais uma vez e Weston-super-Mare. Em julho, houve 3 ataques à Birmingham, outros 3 à Middlesbrough e um à Kingston upon Hull, todas cidades industriais de importância militar e estratégica. Em agosto, os alemães voltaram a atacar os alvos da lista "Baedeker": Norwich, Swansea, Colchester e Ipswich.
Em setembro, atacaram Sunderland, um porto e centro industrial, e King's Lynn, uma cidade mercantil sem valor militar. Todos esses ataques foram menos intensos do que os de abril e maio, envolvendo cerca de 20 aeronaves cada. Isso refletia as perdas constantes e crescentes sofridas pelos alemães, à medida que as defesas dos caças noturnos da Força Aérea Real Britânica (RAF) melhoravam e as baixas alemãs aumentavam. No outono, o Kampfgeschwader 2 (KG 2) havia perdido 65 de suas 88 tripulações e a ofensiva havia sido interrompida. Para encontrar novas maneiras de continuar a pressão, a Luftwaffe experimentou ataques tanto em baixa altitude quanto em altitudes muito elevadas. Em agosto de 1942, dois bombardeiros Junkers Ju 86P modificados foram empregados em ataques em alta altitude sobre o sul do Reino Unido. Eles operaram impunemente por várias semanas, e um ataque a Bristol em 28 de agosto resultou em 48 mortes. Esses voos foram interrompidos quando a RAF colocou em campo um esquadrão de Supermarine Spitfire modificados de forma semelhante e interceptou um desses bombardeiros na batalha aérea mais importante da guerra.[19]
Em 31 de outubro de 1942, 30 caças-bombardeiros alemães escoltados por 60 caças realizaram um ataque a baixa altitude em Cantuária, lançando 28 bombas sobre a cidade e causando 30 mortes. 3 das aeronaves atacantes foram abatidas.[20]
No final de 1942, 3.236 pessoas tinham sido mortas e 4.148 feridas nesses ataques. No entanto, a força da Luftwaffe na Frente Ocidental tinha diminuído, enquanto a RAF tinha-se fortalecido cada vez mais, realizando regularmente ataques com 200 ou mais aeronaves contra a Alemanha Nazista.[21][22][23]
Em 1943, a Luftwaffe no oeste foi revitalizada e a Luftflotte 3 foi reestruturada. Em janeiro, o KG 2 contava com 60 bombardeiros Dornier Do 217 e o Kampfgeschwader 6 (KG 6) com o mesmo número de Junkers Ju 88. Estes foram reforçados com uma ala de bombardeiros rápidos, o Schnellkampfgeschwader 10 (SKG 10), composta por caças-bombardeiros Focke-Wulf Fw 190. A ofensiva foi retomada. Nos dias 17 e 18 de janeiro de 1943, os bombardeiros atacaram Londres, seguidos por um ataque a baixa altitude à cidade em 20 de janeiro. Após uma pausa em fevereiro, as operações retornaram em março, culminando no desastre do metrô de Bethnal Green, onde 178 pessoas morreram.[24] Ao longo do ano, foram realizados ataques a diversos alvos; alguns de valor estratégico (Southampton, Plymouth, Portsmouth, Hull, Sunderland, Newcastle) e outros com pouco ou nenhum valor (Eastbourne, Hastings, Maidstone, Cheltenham, Chelmsford, Bournemouth, Lincoln). Mais uma vez, novas táticas foram tentadas. Em junho de 1943, um ataque à Grimsby viu o uso de bombas antipessoal de ação retardada "borboleta", que resultou em 163 baixas civis, a maioria delas causadas por esses dispositivos quando as pessoas retornavam para suas casas após o sinal de cessar-fogo.[25]

Em novembro de 1943, após o bombardeio de Hamburgo pela RAF e pelas Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos e o primeiro uso da contramedida de radar "Window", a Luftwaffe conseguiu responder com um ataque a Norwich usando o radar Duppel, seu equivalente. Embora o radar britânico tenha sido neutralizado, o ataque causou poucos danos. Com as contínuas perdas de pessoal experiente, as tripulações alemãs eram cada vez mais compostas por substitutos inexperientes, com uma consequente queda na eficácia. No final de 1943, a Luftwaffe havia realizado cerca de 20 ataques, nos quais mais de 10 toneladas de bombas foram lançadas, um total de 2.360 toneladas para todo o ano.[26] Estes ataques causaram 2.372 mortes e 3.450 feridos, de acordo com um relatório de Lord Cherwell. O relatório contrastou isso com a conquista da RAF de um total de 138.000 toneladas lançadas durante o ano, e apontou que um único ataque à Berlim, realizado na mesma semana em que o relatório foi publicado, lançou 2.520 toneladas, mais do que todo o esforço alemão. O relatório destacou que esses ataques se restringiram a cidades no litoral ou perto dele, e que os incêndios causados por bombardeios representaram apenas um trigésimo de todos os incidentes atendidos pelo National Fire Service (Serviço Nacional de Bombeiros).[26]
Os ataques aéreos do tipo Baedeker terminaram em 1944, quando os alemães perceberam sua ineficácia; perdas insustentáveis estavam sendo sofridas sem nenhum ganho material. Em janeiro de 1944, Londres tornou-se o principal alvo de retaliação. A Luftwaffe lançou a Operação Steinbock, um ataque total a Londres empregando toda a sua força de bombardeiros disponível no oeste, em 21 de janeiro. Esta operação também foi um fracasso, com pesadas perdas e poucos ganhos. Daí em diante, os esforços foram redirecionados para os portos que os alemães suspeitavam que seriam usados para a invasão aliada da França, enquanto o ataque a Londres passou a ser domínio das Armas-V alemãs.
Ver também
Notas
- ↑ Hastings, pp. 106-122, chap. IV.
- ↑ Terraine, pp. 292-294.
- ↑ Hastings, pp. 146-148.
- ↑ Terraine, pp. 472-478.
- ↑ Terraine, p. 477.
- ↑ Terraine, p. 480.
- 1 2 3 Price, p. 132.
- ↑ Terraine, p. 479.
- ↑ Grayling, p. 51.
- ↑ Hastings, p. 232.
- ↑ Rothnie, p. 131.
- ↑ Blunden 1943, p. 2.
- ↑ Enemy Branch 1944.
- ↑ Holm 2003.
- 1 2 Rothnie, p. 141.
- 1 2 Grayling, p. 52.
- ↑ Gilbert, p. 319.
- ↑ Price, p. 136.
- ↑ Price, p. 140.
- ↑ Price, p. 142.
- ↑ Price, p. 143.
- ↑ Hastings, pp. 196-222, chap. VIII.
- ↑ Terraine, pp. 513–519.
- ↑ Price, p. 147.
- ↑ Price, p. 152.
- 1 2 Price, p. 157.
Referências
- Blunden, Godfrey (24 de novembro de 1943). «'Bombers' Baedeker' for Air Ministry». The Argus (30341). Victoria, Australia. p. 2. Consultado em 18 de novembro de 2024 – via National Library of Australia
- The Bomber's Baedeker (em inglês), Londres: Enemy Branch, 1944, Wikidata Q131175942
- Gilbert, Martin (1989). Second World War. [S.l.]: Weidenfeld & Nicolson
- Grayling, A. C. (2006), Among the Dead Cities, ISBN 978-0-7475-7671-6 (em inglês), Londres: Bloomsbury Publishing Plc, pp. 50–52, OCLC 1391179967, OL 22239519M, Wikidata Q136472797
- Hastings, Max (1979). Bomber Command. [S.l.]: Pan Books. ISBN 0-330-39204-2
- Holm, Michael (2003). «Küstenfliegergruppe 106 / Kampfgruppe 106». The Luftwaffe, 1939–1945. Ku.Fl.Gr 106. Consultado em 11 de outubro de 2025
- Price, Alfred (1977). Blitz on Britain 1939–1945. [S.l.]: Ian Allan. ISBN 0711007233
- Rothnie, Niall (1992). The Baedeker Blitz. [S.l.]: Ian Allan. ISBN 978-0-7110-2038-2
- Terraine, John (1985). The Right of the Line. [S.l.]: Hodder & Stoughton. ISBN 0-340-26644-9
Leitura adicional
- Harris, Arthur (2005) [1947]. Bomber Offensive. [S.l.]: Pen & Sword. p. 105. ISBN 1-84415-210-3
Ligações externas
- BBC News: Blitzed by guidebook; retrieved February 2012
- BBC: People's War; retrieved February 2012
- Bath Blitz website; retrieved February 2012
- York Air Raids; retrieved February 2012
